» Atualizado às 06:40
Pancadas
Dólar Par R$ 1,90
Dólar Tur R$ 1,82
Dólar Com R$ 1,87
Euro R$ 2,60
O Grupo Gay de Alagoas, a Associação de Jovens GLBT de Alagoas, Associação dos Homossexuais do Complexo Benedito Bentes e a União Estadual dos Estudantes (UEE), dentre outras, estão indignadas com a postura do Governo do Estado através da Secretária da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos que tenta intimidar a atuação critica dos movimentos sociais em Alagoas.
Segundo Teddy Marques, presidente do GGAL militante do Movimento Nacional de Direitos Humanos (MNDH), as entidades que tem se posicionado de forma critica com relação a condução da gestão de Wedna Miranda frente a Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos, tem sido notificadas pelo delegado geral de Policia para prestar “esclarecimentos” sobre um panfleto distribuído durante a III Conferência Estadual de Direitos Humanos, ocorrida no Maceió Mar Hotel em setembro passado. Essa postura antidemocrática é típica do período de regime militar, onde as lideranças dos movimentos sociais eram interrogadas e submetidas a intimidações e tortura psicológica. Temos conhecimento de lideranças do MST e outros movimentos sem terra que também estão sendo processadas e até presas de forma arbitrária.
Para as lideranças dos movimentos sociais isso representa um retrocesso ao Estado Democrático de Direito, na medida em que o panfleto apenas reproduzia uma matéria jornalística publicada no Jornal Extra.
Segundo informações há muitas lideranças dos movimentos sociais que serão arroladas como interrogadas e declarantes no inquérito policial presidido pelo delegado geral de Policia Marcilio Barenco.
As entidades estão planejando a realização de um Ato Público em data e local a ser planejado.
Recife - O juiz Élio Braz, da 2ª Vara da Infância do Recife, em Pernambuco, concedeu a adoção de duas meninas a um casal de homens que se inscreveu no cadastro de adoção.
A decisão não cabe recurso e é inédita porque nunca antes no País dois homossexuais haviam entrado juntos no processo e conseguido a adoção por meio do cadastro, da mesma forma como procede um casal heterossexual.
O casal gay mora em Natal, no Rio Grande do Norte, e está junto há mais de 10 anos. Eles haviam tentado a adoção na cidade, mas não conseguiram. Segundo o juiz, a decisão abre precedente em todo o País.
As meninas são irmãs e foram parar em um abrigo quando tinham 3 e 5 anos. Antes da decisão judicial, as crianças fizeram um estágio de convivência com os novos pais por um ano.
As informações são do Terra
Léo Krett é conhecidíssimo em Salvador e em parte da Bahia e da região Nordeste por ser o único dançarino do grupo Saiddy Bamba. A partir de 1º de janeiro de 2009, Léo terá que dar um jeitinho para dividir seu tempo entre os palcos e a Câmara de Vereadores de Salvador, já que foi eleito no último domingo, 5, com 12.861 votos, o quarto mais votado da capital baiana. Um prodígio!
Ainda um tanto atordoado com o burburinho ao seu redor, Léo concedeu entrevista por telefone, narrando com sua voz calma e descontraída como estão sendo os primeiros dias como vereador eleito, além de contar seus planos para o Poder Legislativo da capital baiana, que, segundo ele, está cheio de políticos desconectados com a realidade do povo mais pobre.
Como foram os momentos de apuração dos votos? O que você fez para segurar a ansiedade?Nem me fale em ansiedade. Eu não fui acompanhar a apuração no TRE porque estava nervoso demais. Preferi ficar quietinho em casa com um amigo. Tranquei portas e desliguei telefones. Estava muito ansioso mesmo. É difícil segurar a emoção nessas horas. Foi tanto trabalho durante a campanha, tanto desgaste físico e mental... na hora H bateu aquele nervosismo.
Mas quando você ficou sabendo que estava eleito?Então, ficamos ouvindo os boletins pelo rádio. Uma equipe da emissora estava na sede do TRE acompanhando toda a apuração através do telão e repassando para os ouvintes. O pior foi que, no meio da contagem, o telão parou de funcionar. Foram duas horas de espera. Quando o telão voltou, já foi com o resultado final. Foi aquele estouro, minha rua encheu de gente querendo me ver, falar comigo.
Você é dançarino de um grupo de axé. A comemoração pela vitória deve ter sido animada, não?Você aas pessoas depositaram muita confiança em mim. O povo está desacreditado credita que ainda não consegui comemorar? Só hoje (terça-feira, 7) vou reunir alguns amigos e apoiadores de campanha para um jantar. Mas pretendo fazer uma comemoração com estilo. Estou só esperando que seja divulgado o bairro onde fui mais votado para marcar um festão. Vai ter trio elétrico e tudo mais.
Como você acha que os outros vereadores vão reagir à sua chegada na Câmara?Olha, se eles forem pessoas democráticas, vão me aceitar numa boa. Logo que perceberem que sou uma pessoa competente no que me disponho a fazer, não vai ter problema algum. Quero contagiar a todos eles com minha alegria.
E caso você perceba algum comentário desagradável ou atitude preconceituosa?Aí não tem conversa. Vou aproveitar que as pessoas em Salvador me conhecem e vou jogar tudo na mídia. Aqui, todo mundo é interessado em mim e quer saber o que acontece comigo. Tenho certeza de que teria o apoio da população.
Pretende parar de dançar durante o mandato?De jeito nenhum. É algo que adoro fazer. E outra: continuar dançando será uma forma de continuar perto do povo, em contato direto com eles. Assim, o eleitor terá mais chance de chegar em mim para cobrar e acompanhar meu mandato. Não quero ser como os políticos que, depois que ganham as eleições, trancafiam-se em seus gabinetes. Eu nem poderia ficar escondida, até porque tenho muitos fãs e certamente dos políticos e por isso elegeu uma pessoa igual a ele, que faz campanha na base do boca-a-boca, indo nos bairros periféricos. E eu não era como uns e outros, que iam nos bairros mais carentes e ficavam meia horinha, só para cumprir agenda. Quandconversar comigo. Parecia até que era o trio elétrico do Chiclete com Banana que estava chegando.o eu ia, ficava pelo menos 3 horas. Todo mundo queria chegar em mim.
Seu mandato será baseado em que propostas?Olha, quero me focar no apoio ao projeto de lei que criminaliza a homofobia. Todos os gays sofrem muito com preconceito e isso precisa acabar. Também quero defender as pessoas mais carentes, especialmente os jovens moradores da periferia de Salvador. Os artistas do povo também precisam de apoio do Poder Público. Tem muita coisa para fazer e vou estudar para conhecer a fundo todas as questões que precisam ser debatidas. Estou acompanhada por um grupo de pessoas bem preparadas, que estudaram política. Eles irão me ajudar a identificar problemas e propor soluções.
Você não tem nenhuma experiência em cargos públicos. Como pretende superar isso?Vou superar com minha competência. O povão dos guetos de Salvador me conhece e sabe do que su capaz. Isso pode ser obstáculo na cabeça dos ricos, que não me conhecem. Tenho total confiança do povo.
Em entrevista concedida ao Mix, Sander Simaglio, que também é gay e conquistou uma vaga na Câmara de Alfenas, disse que você não tem discurso político e que não representa a comunidade LGBT. O que você tem a dizer sobre isso?Eu acredito que represento sim, na medida que me apresento como realmente sou. Sempre soube que tenho a mente feminina e sou feliz assim. Quem me elegeu também está satisfeito comigo do jeito que sou. Se eu durmo e acordo como mulher, porque passar para os eleitores uma imagem diferente? Agora só quem representa a comunidade gay são as machudas? Nada disso! Também não adianta vestir terno e gravata e roubar o povo depois de eleito.
Entrevista concedida ao site Mixbrasil em 7/10/2008
Sander Simaglio, do Partido Verde, foi eleito vereador pela cidade mineira Alfenas, com 629 votos. Oriundo do Movimento Gay de Alfenas, em entrevista ao A Capa, Sander disse que essa eleição deixou claro que "gay não vota em gay". Afirmou também estar orgulhoso por ter sido eleito em uma cidade com mais de 65 mil habitantes.
Em seu mandato, Sander diz que a principal bandeira a ser defendida será a dos direitos humanos e também irá lutar pela "preservação do meio ambiente, transporte público e acesso à saúde". Na entrevista, o vereador fala sobre a baixa eleição dos mandatos LGBTs e que, pelo fato de gay não votar em gay, "a campanha não pode ser focada somente na comunidade".
Esperava se eleger?
Sim. Todo candidato a um cargo eletivo e que faz campanha espera se eleger.
Contou com o apoio do movimento de Alfenas?
O movimento homossexual organizado em Alfenas, o qual fundei a ONG MGA (Movimento Gay de Alfenas e Região Sul de Minas) me ajudou no que pôde. O atual presidente da instituição e dois de seus assessores doaram o sangue para a campanha. Estiveram ao meu lado os 90 dias de campanha eleitoral. Nesse período, vimos gays e lésbicas assumidos da cidade fazer campanha, adesivando seus carros com outros candidatos, inclusive um pastor de igreja evangélicas. Da votação que obtive, creio que não passou de 10% o número de votos gays, o que é uma lástima. Mais uma vez ficou provado que gay não vota em gay.
Como pensa em articular o seu mandato na Câmara Municipal de Alfenas?
Com muito trabalho, pensando no povo como um todo e dentro desse povo existe os LGBTs. Claro que minha voz será uma voz de um militante do movimento gay, mas não só isso. A cidade me elegeu e espera muito mais de mim. Ligam meu nome à coragem de ter me assumido. Ter me formado advogado, fundado a única ONG gay da região e ter sido audacioso em realizar numa cidade interiorana de Minas Gerais, com pouco mais de 65 mil habitantes, a Parada gay - que este ano chegou a 5ª edição -. Uma Parada com um discurso politizado, bem organizada, com expressivo público. Sou oposição ao prefeito eleito e minha responsabilidade se torna ainda maior, pois a prerrogativa do vereador de fiscalizar os atos do poder executivo fica mais intensa e estou pronto pra isso. Vou usar de criatividade, coragem, sensibilidade e audácia no meu mandato, o que faço no dia-a-dia dentro da ONG.
Já pensou em seu discurso para o dia da posse? Poderia adiantar algo para nossos leitores?
Ainda não deu tempo, mas preciso fazer um discurso sensível e que deixe bem claro que foi eleito um gay porque vários outros candidatos esqueceram-se de fazer suas campanhas preocupados em discriminar a minha.
Pretende focar o seu mandato em quais questões?
Direitos humanos, minha principal bandeira de luta. E, claro, procurar estudar bem os projetos apresentados pelo prefeito. Os [processos] de minha autoria tenho certeza que a maioria deles serão ligados ao social, apoio às ONGs da cidade, lutar pela preservação do meio ambiente, acesso da população à saúde, lazer, moradia, transporte público, educação... dentre outros. Tudo isso sem deixar de incluir os LGBTs em todos os casos. Por exemplo, apresentar emendas à lei orgânica do município onde iguala os benefícios de dependentes heterossexuais a dependentes homossexuais de servidores públicos do município. Minha luta começou visível quando propomos em 2000, para a Câmara, um projeto de lei que pune discriminação aos homossexuais no município. Conseguimos a aprovação por unanimidade e a sanção do prefeito à época, mas nada mais foi feito. Agora, como vereador, quero criar a comissão de direitos humanos dentro da Câmara, para ser um órgão de recebimento dessas denúncias de violação dos direitos humanos. Creio que o simples ato de uma das cadeiras da Câmara Municipal de Alfenas ser de um gay assumido, a comunidade LGBT ganha com isso, pois a cidade vai respeitar ainda mais nossos direitos sabendo que dentro da Câmara tem um representante de peso da classe.
Dos 88 candidatos LGBTs, apenas 4 se elegeram. Por que acha que houve tão baixa eleição dessas candidaturas?
Porque gay realmente não vota em gay e, por experiência própria, digo que o material de campanha não pode ser focado somente nessa comunidade. Pensando no meu caso, por exemplo, que a cidade é muito pequena. Não sei a realidade de ser candidato numa capital, por exemplo, onde o número de LGBTs assumidos é bem maior. Aqui na minha cidade todos conhecem minha atuação, sabe do importante papel da nossa ONG na luta por igualdade de direitos, na assistência a portadores de AIDS, na prevenção das DST. Por isso, resolvi mostrar em meu material de campanha que sou o Sander, aquele da ONG gay, aquele da Parada, porém, aquele advogado que tem propostas pra toda população e não só pra LGBTs. Vou usar o que faço no dia-a-dia na ONG na Câmara Municipal.
Fonte: site a Capa
Neste domingo, acontece o maior evento GLBT do agreste alagoano: a parada Gay de Arapiraca organizada pelo Grupo SOHMOS, que espera reunir 50 mil pessoas na praça da Rodoviária. A festa é uma manifestação pública contra a homofobia e a favor da aprovação do Projeto de Lei Complementar 122/2006, que está no Senado Federal, o qual transforma em crime a discriminação contra gays, lésbicas, bissexuais, travestis e demais orientações sexuais existentes.
Segundo o organizador do evento e também presidente do Grupo SOHMOS, Claudenir Martins, a festa começa às 15h, em frente ao Posto Di Van na entrada da cidade. No local, trios elétricos, bandas e DJs animam o público até às 16h30, quando uma carreata sairá do lugar percorrendo algumas das principais avenidas da cidade.
O tema da Parada Gay este ano é “VIVA A DIVERSIDADE DIGA NÃO A HOMOFOBIA”, e foi escolhido, segundo Claudenir, porque o número de assassinatos contra a população GLBT no Brasil é alarmante. Em Arapiraca, já aconteceram três casos recentemente. “Por isso estamos chamando atenção da sociedade e dos nossos senadores, para que o Projeto de Lei 122 seja aprovado no Congresso Nacional. É um projeto que vai nos dar mais segurança e assegura nosso direito à integridade física e moral, evitando que os nossos direitos humanos sejam violados”, disse.
Claudenir frisou que a cada ano a Parada Gay vem ganhando a aceitação das famílias arapiraquenses, que se reúnem e levam seus filhos para uma tarde cultural e de lazer. “Muitas famílias vão até a festa para ouvir nosso clamor às autoridades públicas, para que eles nos vejam como cidadãos, porque somos cidadãos”, disse.
Ele lembra que em todo o país existem mais de 100 Paradas Gays sendo realizadas anualmente em diversos municípios, e que em todos os eventos desse tipo é enfatizada a importância da prevenção contra as Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs) e também da Aids. “Além disso, vamos dar ênfase este ano à prevenção contra as hepatites virais, doença que mostra números preocupantes principalmente no agreste. Nós enfatizamos a importância da relação sexual segura”, disse.
Durante o evento, Claudenir disse que será feito um minuto de silêncio em respeito a todas as pessoas que morreram vítimas da Aids em Alagoas e também vítimas da homofobia, como foi o caso do biomédico Cicero Cosme, seqüestrado e assassinado barbaramente em julho deste ano no distrito indústrial e também a Miss Gay Arapiraca, Osvan Inácio dos Santos. “Nós vamos também fazer um protesto, porque os dois assassinatos ainda continuam impunes, e não vamos nos calar”, disse.
FESTA E FEIJOADA DA DIVERSIDADE - No sábado, dia anterior à Parada Gay, que acontece no domingo, o Grupo SOHMOS realiza a Feijoada da Diversidade, na rua: Expedicionário Brasileiro ao lado do posto Mazarope, bem como a Festa da Diversidade com a escolha da Rainha Gay da Parada. As atrações deste ano são: grupo azaração/trios elétricos e ao som de DJs Faia-Recife, Ellit DJ´S-AL e Rafa-AL e Shimyde do Arrocha).
Aguinaldo candidato a vereador pelo PT
Aguinaldo é um militante histórico do PT que sempre esteve a frente das campanhas eleitorais e mobilizações populares e sindicais. Tendo atuado junto a Associação dos Moradores do Bom Parto e na Delegacia Regional do Trabalho, onde esteve por um período trabalhando na construção do programa Primeiro Emprego para adolescentes e jovens de Maceió. Candidato a vereador pelo Partido dos Trabalhadores, com número 13131, Aguinaldo apresenta um leque de propostas para os segmentos mais discriminados da nossa sociedade, vejamos abaixo:
Como surgiu a idéia de candidatar à Câmara Municipal de Maceió?
Veio da construção partidária junto a militância do partido dos trabalhadores, reforçada pelo anseio da comunidade do Bairro do Bom Parto em ter uma representação. Além disso, as bandeiras que levantamos ainda são pouco levantadas nesse momento eleitoral até mesmo pelos candidatos/as do PT, falo da luta contra a homofobia, o machismo, o racismo e demais opressões.
Porque você acha que é uma boa opção para o eleitor?
Porque não quero comprar a consciência deles com moeda alguma. Nem com dinheiro, nem com cargos, nem com favores, nem vantagens. Não vou sumir depois das eleições, não caí de pára-quedas nem estou de brincadeira. Nossa proposta política é séria e determinada a beneficiar todo o povo de Maceió, por exemplo, a defesa da reestruturação do transporte coletivo não se limita ao passe livre , mas também luta pelos terminais de integração, renovação da frota e melhoria das condições de trabalho para motoristas e cobradores.
Quais suas propostas para os LGBTs?
Elaborar projetos de criação do Conselho Municipal de Promoção da cidadania LGBT. Nessa proposta estão contidas várias outras porque é por meio desta ferramenta que podemos lutar para garantir e agilizar direitos civis básicos que hoje são negados por puro preconceito.
Como elas foram construídas?
Foram construídas com debates e a partir de um longo histórico de participação política junto as entidades desse segmento, tanto individualmente quando pelo grupo político que constrói essa candidatura, visto que não se trata de uma mera projeção de nome mas uma convicção coletiva pelo fim da homofobia e pela transformação social.
Como pretende colocar em prática se vencer as eleições?
Utilizando a Câmara como ferramenta institucional, apresentado projetos, fiscalizando a prefeitura e a aplicação de verbas. Mas sempre estimulando o movimento social a cobrar e com isso agilizar todo o processo político, ou seja, ser um parlamentar no melhor estilo PT.
Você acredita que representa o movimento LGBT? Porque ?
Acredito ser um grande parceiro deste movimento toda a minha trajetória política foi marcada pelo respeito e admiração e esses valorosos/as companheiros/as. No último período essa relação tem se aprofundado devido ao coletivo que faço parte, essa troca de experiências agrega qualidade a nossa atuação e hoje acredito estar preparado pra ser a ponte que pode acabar com o abismo existente entre os/as LGBTs e a Câmara Municipal.
Quais são as três coisas principais que o eleitor deve observar em um candidato antes de votar?
Histórico político, compromisso com a transformação social e preparo para exercer a função a que se propõe.
Você considera importante os LGBTs se envolverem na política?
Fundamental. Quem sente na pele o preconceito tem a maior capacidade para formular políticas públicas capazes de combatê-lo. Enquanto os poderes constituídos forem formados em sua maioria por homens, héteros,brancos e velhos, nossa sociedade será conservadora e atrasada. Para reverter esse quadro é indispensável que todos os segmentos sejam protagonistas, os LGTB são muito importante e devem ter seu lugar garantido.
A data da 9ª Parada do Orgulho Gay de Natal foi transferida do dia 19 de outubro de 2008.. Segundo as entidades organizadoras, APOLOS, Astra-RN, Grupo Afirmação Homossexuak Potiguar, Gal-RN, Entre-Ellas e Fórum GLBT Potiguar, deve-se ao atraso de licitações de equipamentos necessários para a realização do mesmo.
Segundo Wilson Dantas , Coordenador Geral da Parada Gay , uma das entidades que organiza o evento, sem o apoio do Governo e empresas não se faz a parada. "O evento não se faz só com vontade política, é preciso garantir o apoio real dos órgãos governamentais do Estado e do município, pois o custo total de um evento deste porte é na ordem de 50 mil reais, incluindo as atividades que antecedem a parada. Portanto a coordenação da parada tomou a decisão certa, adiar o evento para que possamos realizar um evento mais organizado e participativo. A parada este ano será realizada na Avenida Prudentes de Morais ao lado do Hiper Bom Preço e encerramento no largo do Machadão.
"Com a nova data teremos tempo para consolidar novas parcerias e organizar ainda melhor a parada que está na sua nona edição", promete Fabbyana Sky ( presidente da ASTRA- RN e explica o adiamento: "Não poderíamos ser irresponsáveis de chamar a população para um evento tão grandioso como este sem recursos suficientes para garantir trios elétricos, segurança, decoração e música."
O evento já faz parte do calendário cultural da cidade e tem como marca a afirmação da diversidade sexual, contribuindo para a auto-estima e fortalecimento da cidadania do segmento GLBT.
No dia de hoje teremos a segunda noite do Seminário de Direitos Humanos e saúde , com as palestras de Dr. Arnaldo Dominguez de São Paulo, Marcelo Nascimento, (Coordenador da Rede Nordeste GLBT) e Fernanda Bevennut ( Presidente da Associação das Travestis da Paraíba)
Netinho fala da vida pessoal O cantor Netinho, 42 anos, se declarou bissexual à nova edição da revista Quem. "Eu gosto de meninos e meninas", disse ele. "Mas hoje gosto mais das meninas", emendou.
Segundo ele, a experiência homossexual foi há algum tempo. "Foi interessante. É a filosofia de que devemos passar por tudo na vida", afirmou.
Netinho contou que o namoro durou três anos e que não foi com um famoso. "Essa relação com um homem foi uma experiência que ficou no passado, linda inclusive", disse ele, que é pai de uma menina de 10 anos.
O cantor também falou sobre plásticas. Ele assumiu usar botox há dois anos e ser viciado em malhação. "Adoro ficar malhado para o Carnaval".
Ele contou ainda que já usou anabolizantes e drogas. "Nessa vida a gente tem que provar de tudo, desde que tenha vontade e ache que não vai passar daquilo", frisou.
Fonte: Terra
Este blog inicia a partir desta, uma rodada de entrevistas com candidatos a vereador/a de municipios de Alagoas, visando contribuir para o discernimento e amadurecimento da decisão dos eleitores com relação ao candidato que irá votar no próximo dia 5 de outubro. Os critérios principais para escolha dos candidatos/as foram os seguintes: a) pertencer a população LGBT; b) ter incluido na sua plataforma politica propostas relacionadas a defesa da diversidade sexual e combate a homofobia; c) ser solidário/colaborador/parceiro da luta contra a homofobia e pela livre expressão sexual, independente de orientação sexual e identidade de gênero.
O economista e ativista do movimento LGBT Júlio Daniel, fundador do GGAL e diretor licenciado do Afinidades GLSTAL, será o nosso primeiro entrevistado. Na entrevista ocorrida nos intervalos da 3ª Conferência Estadual de Direitos Humanos, no Maceió Mar Hotel, ele nos fala como nasceu sua candidatura e a sua plataforma politica para o mandato de vereador por Maceió. Vejamos:
1. Como surgiu a idéia de candidatar à Câmara Municipal de Maceió?
Em 2006 tivemos um pleito eleitoral para escolher os nossos representantes para a assembléia legislativa e, por influencia de amigos e militantes do movimento disponibilizei o meu nome para crivo popular. Percebi naquele momento, as dificuldades e fragilidades do movimento lgbt, principalmente no sentido de articulação da comunidade homossexual nos municípios de Alagoas. Este ano, a idéia novamente veio a tona. Para este processo eleitoral, diante das circunstancias, a decisão foi muito mais individual. Avaliei os resultados apresentados na ultima eleição, e pensei ser este momento novo, pensei em trabalhar melhor as lideranças, apresentar e dialogar com o eleitor da cidade onde o vereador Julio Daniel nasceu e cresceu.
2. Porque você acha que é uma boa opção para o eleitor?
Primeiro porque tenho compromisso com as camadas mais excluídas da população, para quem no meu entendimento, deve está mais direcionadas as políticas públicas. Por outro lado, penso que o eleitor deve considerar as propostas e projetos apresentados, neste sentido, os que proponho para o cumprimento do mandado legislativo, alem de serem factíveis, buscam melhorar a qualidade de vida da população de Maceió.
3. Quais suas propostas para os LGBTs?
Creio que algumas áreas merecem uma atenção atenção especial do parlamentar Julio Daniel. Na educação, por exemplo, faz necessário apresentar propostas que sensibilizem os profissionais da educação e os alunos para trabalhar a questão da orientação sexual, o respeito as diferenças. Na saúde, ainda há muitos agravos onde os homossexuais são muitos vulneráveis, a exemplo da AIDS. Nesse sentido, o vereador Julio Daniel estará atuando no sentido de fiscalizar a politica publica do Sistema Unico de Saúde, uma vez que um dos seus pricipios basilares é a descentralização de ações, onde o Municipio é o ente responsável e gestor. Mas tenho propostas para o setor de Turismo GLS, que é um segmento que pode ser incentivado pela prefeitura local, para gerar renda e, tambem pode ser articulado com o setor da Cultura, para que seja divulgada a musica, a beleza das drags queens, do teatro, da danças caracteristica do estilo de vida glbt.
4. Como elas foram construidas?
Sou ativista do movimento lgbt há mais de 12 anos, fundei o Grupo Gay de Alagoas junto com o Marcelo Nascimento. De modo que participei de todas as discussões, encontros, conferencias, seminários, construidos pelo movimento homossexual.
5. Como pretende colocar em prática se vencer as eleições?
Convencendo os meus pares na Câmara Muncipal de Maceió, pois sem eles os projetos de lei não avançam. Depois, trazendo os grupos organizados para uma construção coletiva e democratica objetivando uma melhor fiscalização das ações.
6. Voce acredita que representa o movimento LGBT? Porque ?
Sim. Primeiramente pela luta apaixonada e constante que tenho travado contra a Homofobia em Maceió e no Brasil.
7. Quais são as três coisas principais que o eleitor deve observar em um candidato antes de votar?
1) A história do candidato 2) Suas propostas e projetos 3) O compromisso com o seu Povo.
8. Voce considera importante os LGBTs se envolverem na politica?
Sim. Porque precisamos sonhar que podemos viver em mundo mais tolerante, que respeite a diversidade sexual, cultural e etnica. Neste sentido, o protagonismo dos membros dos segmentos socias, seja, gays, mulheres, indios, negros, etc´se faz importante para a construção da democracia. Uma câmara municipal mais equitativa, no entender o vereador Julio Daniel é aquela que consegue a agregar a representação dos mais diversos segmentos da sociedade.
Durante 3ª Conferência Estadual dos Direitos Humanos, realizada nesta quarta e quinta-feira no Hotel Mar Maceió, que tem como tema central “Construindo o Sistema Estadual de Direitos Humanos de Alagoas”, lideranças do Movimento LGBT coordenadas pelo Grupo Gay de Alagoas irão apresentar proposta de moção de solidariedade ao delegado geral de policia, Marcilio Barenco, em razão de ser vitima de um plano orquestrado por criminosos para executá-lo.
O diretor da Polícia Civil abriu o leque de inimizades, quando se voltou para dentro da própria instituição punindo os maus profissionais. Três delegados já foram presos até agora e tem outros na lista de punição extrema como resultado da faxina interna que Barenco promove.
A moção será votada na plenária final da conferência e já conta com a assinatura de diversas lideranças comunitárias, religiosas, sindicais e populares que acompanham o trabalho destemido e corajoso do delegado geral.
Segundo Teddy Marques, presidente do GGAL e autor da proposta, alagoas está passando por um momento muito delicado de tentativa de moralização da coisa pública e combate incansável a criminalidade, portanto devemos nos solidarizar com os homens e mulheres sérios que trabalham neste sentido. A sociedade civil tem um papel relevante no processo social de criticando, fiscalizando, mais também de elogiando e apoiando quem trabalha de forma imparcial no combate a violência.
De acordo com Teddy desde que Barenco assumiu o cargo os crimes contra homossexuais tem sido elucidados com mais celeridade e investigados com rigor.
A conferência tem o objetivo de discutir e propor saidas para questões cruciais como violência, impunidade e educação na perspectiva dos direitos humanos, também fará a revisão e a institucionalização do Plano Estadual de Direitos Humanos de Alagoas, no contexto do 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos.