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Da esquerda para a direita, senadores Euclides Mello, João Tenório e Renan Calheiros - Bancada de Alagoas no Senado
Uma pesquisa realizada pelo DataSenado revelou que 70% dos brasileiros concordam com a aprovação do projeto de lei que torna crime a discriminação e o preconceito contra homossexuais (PLC 122/06). O maior índice de concordância com a proposta foi apresentado pelos entrevistados da Região Sul (73%), com nível superior (78%) e idade entre 16 e 29 anos (76%).
Já os menores índices de concordância, apurou a pesquisa, encontram-se entre os pesquisados na Região Centro-Oeste (55%), os que cursaram até a quarta série do ensino fundamental (55%) e pessoas com mais de 30 anos (67%).
No que se refere à religião, a criminalização de atos de preconceito contra homossexuais é defendida por 55% dos evangélicos, enquanto 39% deles querem a rejeição do projeto de lei. Entre os entrevistados de outras religiões, o que inclui a católica, mais de 70% defendem a aprovação da proposta. Ainda de acordo com a pesquisa, 79% dos brasileiros que se declaram ateus aprovam a criminalização da homofobia.
A proposta é de autoria da deputada Iara Bernardi e tem a senadora Fátima Cleide (PT-RO) como relatora tanto na Comissão de Assuntos Sociais (CAS) , onde o projeto está tramitando, como na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) .
Pesquisa
O DataSenado realizou a investigação após aumento expressivo de telefonemas registrado pelo serviço de atendimento Alô Senado com comentários sobre o assunto. No último ano, o serviço recebeu 140 mil manifestações, número recorde desde 2003.
A pesquisa foi realizada por meio de telefone entre os dias 6 e 16 deste mês, entrevistou 1.122 pessoas maiores de 16 anos, com acesso a telefone fixo e residentes em capitais brasileiras. A maioria dos entrevistados é do sexo feminino (54%), reside na Região Sudeste (48%), possui o nível médio (51%), está na faixa etária entre 20 e 29 anos (24%) e tem renda familiar entre dois e cinco salários mínimos.
Comentário da Editoria do BLOG
Nossa bancada alagoana no senado federal ainda é muito conservadora no tratamento de temas que tratam da sexualidade, a exemplo de gênero, homossexualidade, aborto, dentre outros mais. Até parece que mulheres, gays, lésbicas, travestis e bissexuais não votaram nos senadores RENAN CALHEIROS, JOÃO TENÓRIO e FERNANDO COLLOR.
Esperamos que nas próximas eleições os alagoanos elejam senadores comprometidos com os direitos de toda população e não só de uma maioria heterosexista.
Halley (Cauã Raymond) e Orlandinho (Iran Malfitano), personagens de A Favorita: beijo gay em novela volta mais uma vez a ser cogitado
O autor João Emanuel Carneiro, responsável pela novela A Favorita, da Rede Globo, disse à revista Quem que está preparado para incluir um beijo gay em sua trama.
Na entrevista, o autor também elogia o colega Aguinaldo Silva, autor da novela anterior do horário global, Duas Caras.
“Aguinaldo tratou o homossexualismo (sic) de frente pela primeira vez na TV, dentro de uma história muito interessante. Acho que ali o beijo gay caberia, pois se tratou de uma trama embasada”.
Em A Favorita, a possível cena de beijo pode envolver os personagens Orlandinho (Iran Malfitano) e Halley (Cauã Raymond). Segundo a sinopse inicial da novela, Orlandinho não permanecerá até o fim da trama.
Entidades de defesa dos direitos de gays, lésbicas, travestis, transexuais e bissexuais estão indignadas com a postura irresponsável do Gerente do Núcleo de Diversidade Sexual da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos, Otávio Oliveira, que pelo segundo dia consecutivo não compareceu a I Conferência Nacional de Politicas para GLBT, que está ocorrendo em Brasilia de 5 a 8 de maio deste ano.
Otávio Oliveira recebeu diárias e passagens aéreas para participar do evento e até a presente data não compareceu nem deu nenhuma satisfação ao grupo de delegados e observadores de Alagoas, que deveria ser coordenado por ele.
Há suspeitas de que o gerente esteja participando do Congresso Nacional do PSB - Partido Socialista Brasileiro que também ocorre em Brasilia no mesmo periodo.
Um vergonha para o Governo Teotonio Vilela. Esperamos providências imediatas por parte da Secretária Wedna Miranda, que não pode ser conivente com essa situação.
Teddy Marques presidente do GGAL
Durante a II Conferência Estadual de Segurança Pública realizada nesta terça e quarta-feira, no hotel Ritz Lagoa da Anta, em Cruz das Almas, que reune representantes de vários segmentos da sociedade civil organizada e do Poder Público, integrantes do Grupo Gay de Alagoas apresentam cinco propostas de ações afirmativas em favor da segurança pública da população de gays, lésbicas, travestis e bissexuais.
Segundo Teddy Marques, presidente da entidade, “Nós homossexuais representamos entre 6 e 10% da população brasileira, pagamos impostos e cumprimos nossos deveres civicos e somos extremamente vulneráveis a violência, assim como outros segmentos da sociedade que são socialmente discriminados, portanto, devemos ser ouvidos pelas autoridades de segurança pública sobre as nossas demandas e soluções para o problema”, finalizou.
As propostas apresentadas referem-se exclusivamente a área de segurança pública e são destinadas a erradicar a violência contra homossexuais com a adoção das seguintes medidas: 1) Instalação imediata do Conselho Estadual de Combate a Discriminação – CECD, criado pela Lei nº 6.842/07, destinado a discussão e formaluação de politicas públicas de saúde, educação, direitos humanos, cultura e segurança pública para a população GLBT; 1) Inclusão da variável orientação sexual em todos os documentos, pesquisas e levatamentos estatisticos (boletins de ocorrência/pesquisas sobre incidência de violência, etc); 3) Capacitação de todos os funcionários da Secretaria de Defesa Social (delegados, policiais civis e militares, escrivãs, etc), para atendimento não discriminatório à população GLBT; 4) Mapeamento das áreas de socilização da população GLBT para garantir segurança e conforto dos frequentadores; 5) Apurar com rigor os crimes de homofobia, confeccionando inquéritos elucidadores e denunciando ao Judiciário os responsáveis pelos crimes; 6) Criar uma delegacia especializada em crimes contra grupos vulneráveis, a exemplo do Estado de São Paulo, que tem funcionado de forma exemplar.
Dentre os muitos desafios para o novo Secretário de Defesa Social, Paulo Rubim, está a violência contra homossexuais que nos últimos dois anos já vitimou mais de 40 pessoas em Alagoas.
Em 10 anos, o número de homicidios no Brasil passou de 38.888 para 46.660, um aumento de 20%, superando o crescimento da população, que é de 16,3%. Atrelada ao preconceito essa onda vitimou, sob ação homofóbica, 122 homossexuais no geral em 2007, sendo 39 só em Alagoas. Todos são, por ora, casos impunes.
A Conferência Estadual que tem a participação representantes de toda a cúpula de segurança pública e órgãos como Secretarias de Estado da Educação, Ministérios Públicos Estadual e Federal, Poderes Judiciário e Legislativo, Procuradoria Geral do Estado, além de pesquisadores, estudantes e sociedade civil organizada, constitui uma grande oportunidade para o debate das ações e medidas necessárias para garantir a melhoria do bem-estar social.
Cerca de mil pessoas estarão reunidas para discutir Direitos Humanos e Políticas Públicas, durante a Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais (GLBT), que acontecerá entre os dias 5 a 8 de junho, no Centro de Eventos Brasil 21, em Brasília. O evento que é promovido pelo governo federal através da Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, Ministério da Cultura, Ministério da Educação e Ministério da Saúde, terá a participação de 600 delegados representantes da sociedade civil e do poder público, definidos nas conferências estaduais, além de observadores e convidados.
Segundo Jasiel Pontes, presidente da Associação de Jovens GLBT e também delegado por Alagoas, “Essa ampla mobilização nacional tem o objetivo de discutir políticas públicas para a população GLBT, com a elaboração do Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos GLBT, ao mesmo tempo em que pretende avaliar e propor estratégias para fortalecer o Brasil sem Homofobia – Programa de combate à violência e à discriminação contra a população GLBT e de promoção da cidadania homossexual”, finaliza.
O Estado de Alagoas estará representado por 16 delegados, sendo 10 da sociedade civil e 6 do Poder Público e 5 observadores, dentre eles o fundador do Grupo Gay de Alagoas, Marcelo Nascimento, que defenderão as propostas aprovadas na Conferência Estadual GLBT realizada em Maceió no mês de abril.
Para Ana Pereira, delegada por Alagoas e representante da Liga Brasileira de Lésbicas, “No ano que se comemora o 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, é bastante oportuna à realização desta conferência para garantir os direitos humanos e a cidadania da população GLBT, promovendo efetivas políticas de Estado para este segmento historicamente preterido pelos governos”, explica Ana.
Pais e Mães de Homossexuais estarão presentes na Conferência
Quando a professora universitária de São Paulo, Edith Modesto descobriu, em 1992 que seu filho era gay ficou desnorteada e procurou informações sobre o assunto e outras mães de homossexuais para conversar. A conversa rendeu e ela acabou criando, em 1997, o Grupo de Pais de Homossexuais (GPH). O grupo, que inicialmente tinha quatro mães em 1999, passou a ser virtual e hoje conta com mais de 200 associados em todo o Brasil. Há dois anos virou uma Organização Não Governamental – Associação Brasileira de Pais e Mães de Homossexuais
Elias Barros, Superintendente de Direitos Humanos
A Superintendência de Cidadania e Direitos Humanos da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos realizou nesta terça, 3/6, o I ENCONTRO DE POLITICAS PÚBLICAS, CIDADANIA E DIREITOS HUMANOS, no período das 9 as 12 horas, no antigo Hotel Beiriz, centro.
Na pauta do encontro estava prevista a discussão sobre o funcionamento do Balcão de Direitos, Centro de Referência Contra a Homofobia, Centro de Atendimento as Vitimas de Crime e o funcionamento dos Núcleos Quilombolas, Diversidade Sexual, Deficientes Físicos e Índios.
Para Elias Barros, Superintendente de Políticas de Cidadania e Direitos Humanos do Governo do Estado, “Estamos convidando todos os setores da sociedade alagoana, especialmente os mais vulneráveis e discriminados para que sugiram, proponham e ajudem o Estado de Alagoas a construir políticas públicas que solucionem os problemas vividos pelos mesmos. A iniciativa é pioneira no Estado de Alagoas, pois nenhum governante adotou essa postura democrática e participativa”, finaliza Elias.
Os serviços oferecidos pela Superintendência de Políticas de Cidadania e Direitos Humanos são realizados em parceria com a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República e contam com a parceria de ONGs a exemplo do Grupo Gay de Alagoas, ARTJOVEM, Marcha Mundial das Mulheres, Central de Movimentos Populares, Fórum Contra a Violência em Alagoas, dentre outras mais.
Como era de se esperar, apenas o Gerente da Diversidade Sexual, Otávio Oliveira, funcionário comissionado da Secretaria da Mulher, Cidadania e Direitos Humanos não compareceu nem justificou sua ausência.
Jornal Gazeta de Alagoas
30/05/2008 – Pág. A-18 – Cidades
| BLEINE OLIVEIRA – Repórter
Decisão do juiz Wladimir de Lira, da Vara de Família, garante a casal homossexual direitos reconhecidos somente a heterossexuais
Uma decisão inédita do Judiciário alagoano foi publicada na edição de ontem do Diário Oficial do Estado (DOE). Nela, o juiz de Direito Wladimir Paes de Lira, da 26ª Vara Cível da Capital, que é Vara de Família, reconheceu a união homoafetiva entre Erivaldo Marinho de Oliveira e Klécio Fernandes Monteiro.
Com isso, o casal conquista direitos legalmente reconhecidos aos casais heterossexuais (famílias formadas por homem e mulher que se unem pelo matrimônio ou em união estável). A decisão pode ser encarada como uma espécie de oficialização do “casamento gay”, situação familiar que vem sendo discutida em todo o mundo. Militantes do movimento gay de Alagoas comemoraram a sentença.
Bastante fundamentada, a decisão do juiz Wladimir Lira ocupou quase duas páginas do Diário Oficial. Ele fez várias referências a sentenças semelhantes proferidas por juizes de Estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, e à interpretação do jurista alagoano Paulo Luiz Neto Lobo, para quem a Constituição Brasileira admite a inclusão de outras modalidades de família, além daquela formada pelo matrimonio, como merecedoras de proteção do Estado.
A decisão do juiz Wladimir Lira foi recebida pelo movimento gay alagoano como um precedente positivo, capaz de garantir o reconhecimento de situações semelhantes vividas por outros casais GLBT.
“Para nós, ao seguir uma tendência do Judiciário brasileiro, o juiz Wladimir Lira tratou a questão do direito a união estável como direito de cidadania,” disse Marcelo Nascimento, coordenador da Rede de Grupos GLBT do Nordeste e fundador do Grupo Gay de Alagoas. Ele acredita que a sentença do magistrado alagoano foi tomada com base em valores éticos, tendo este sobrepujado conceitos de ordem moral. Nascimento diz ainda que a sentença beneficiando o casal Erica e Klécio Fernandes rompe a postura conservadora existente no Judiciário alagoano, quanto aos direitos da população GLBT.
Semelhante avaliação faz Teddy Marques, atual presidente do Grupo Gay de Alagoas. Amigo pessoal de Érika Fayson, ele diz que a sentença representa um momento histórico do Judiciário alagoano. “Embora não seja inédita, pois há decisões já tomadas em outros Estados, a decisão é bastante justa,” afirma Teddy. Muitos casais gays e lésbicos estão procurando o Grupo Gay de Alagoas para fazer o contrato de união estável. Aos poucos estamos garantindo os mesmos direitos de cidadania dos demais cidadãos brasileiros.
Rio - Não vai rolar a tão esperada cena do beijo gay no casamento de Bernardinho (Thiago Mendonça) e Carlão (Lugui Palhares, com Thiago) no último capítulo de ‘Duas Caras’, como Aguinaldo Silva idealizou. Foi gravado nesta terça-feira à tarde, no Projac, o casamento da dupla no cartório e ficou assim: eles assinam a papelada e só.
Foram cortadas as cenas em que o escrivão dizia “Como de praxe, que se beijem os noivos”; Bernardinho respondia “Não ia abrir mão dessa parte nem morto!”, Juvenal gritava “Claro que não! Casou, tem que beijar!” e os dois tinham cena romântica sob coro de “Beija, beija!”, dos convidados.
Hoje, Lugui fala no ‘Mais Você’ sobre o personagem.
OPINIÃO DO BLOGUEIRO
Lamento profundamente esta postura da Direção da TV Globo, que apesar de ter incorporado personagens gays na novela o que já é um avanço, não consolidou o romance homoafetivo através do beijo entre o casal.
Acho importantissimo que as novelas também retratem o aspecto ROMÂNTICO dos casais gays e lésbicos, até para desmistificar a imagem prejorativa que todo gay é promisculo ou compulsivo sexualmente. É necessário apresentar os casais gays como núcleo familiar e espaço de troca de afeto e amor e não só exaltar o lado sexual.
Perde a Globo, perde os brasileiros, já que não podemos entender o afeto entre pessoas pela metade, com restrições, sejam elas gays ou não.
De acordo com o Comando de Operações da Polícia Militar de Alagoas, foi encontrado nas primeiras horas desta segunda-feira, dia 26, um cadáver nas imediações da Praia do Saco, em Massagueira.
Ainda segundo os policiais militares o corpo não foi identificado. A vítima, do sexo masculino, apresenta perfurações na região do pescoço e está trajando uma blusa cinza e uma bermuda de cor laranja. Uma equipe da Polícia Militar de Alagoas já se encontra no local do achado.
A causa da morte ainda não foi determinada, mas há grandes possibilidades de se tratar de mais um homicídio na Grande Maceió. A PM aguarda a chegada do Instituto de Criminalística e Instituto Médico Legal.
Identificação
Ao chegar ao IML, em Maceió, o corpo da vítima foi identificado como sendo José Délio Fonseca de Melo, de 43 anos, engenheiro agrônomo. Familiares estiveram no IML para a identificação e aguardam a liberação do corpo para sepultamento.
Fonte: Alagoas 24 horas
Por William Magalhães, portal ACAPA
Um traficante preso. Um homem com a perna amputada. Uso de drogas. Um rapaz preso com 17 celulares em sua mochila. Incontáveis atendimentos médicos, alguém falou em torno de 200 a 500 para mais, por conta do abuso de álcool.
Sem falar em empurra-empurra e pequenos incidentes e desentendimentos, que este ano, parece, aconteceram em menor grau que no último. Público? A estimativa astronômica da Associação foi alta, de 5 milhões. A gafe foi estampada nos jornais e depois a imprensa é que é ruim. Três milhões e meio, que seja. Um pouco mais, um pouco menos.
Falando assim, até que a Parada teve um resultado positivo. Mas e agora, José, João, Xande? É isso? O que vem depois? Na segunda-feira de cinzas o que sobra é uma Avenida Paulista impessoal como sempre, com restos de plumas e muita sujeira nos bueiros das ruas adjacentes. Além de uma sociedade ainda muito intolerante.
Não que não sirva para nada. Ou que seja só festa. Não. É inegável o poder mobilizador da Parada Gay. Hoje mesmo, no almoço, ouvi um grupo de héteros comentando as camisetas de alguns participantes com a inscrição "Homofobia Mata" - tema da manifestação. Uma das mulheres perguntou à outra e ao amigo presente o que era homofobia. A explicação deles foi bonitinha, deixaria orgulhoso qualquer militante. Nota dez.
A homofobia mata e a claustrofobia também. É lindo ver a Paulista cheia de gente e é frustrante ver a Paulista tão cheia de gente. Tirando a concentração, não dá mais para andar livremente, acompanhar a parada, ver todos os trios. É claustrofóbico. Parece metrô lotado. Não é agradável ir a Parada. Mata a vontade de voltar no ano que vem. Mata de vergonha. Não sei como tem louco que leva criança pequena e de colo à manifestação. Não é um evento sossegado, tranqüilo. Além disso, as pessoas estão ali porque de fato são favoráveis aos GLBT? Tenho minhas duvidas. Perdi a conta de quantos rapazes héteros bêbados vi ontem com xaveco furado pra cima das menininhas, ou tentando beijar lésbicas à força.
A parada cresceu tanto nos últimos anos pelo fato de as pessoas abraçarem a diversidade, ou seu número crescente é uma resposta a ânsia das pessoas, que desejam sobretudo uma grande balada a céu aberto?
Enquanto evento político, a meu ver, a Parada não precisa mais de recordes e de tantas pessoas. Cada vez mais chega um momento em que toda essa força e presença em massa da população se traduza em conquista de direitos e espaços de exercício de cidadania. Genial o GLBTema, proposto pela organização, mas temo que o hino oficial da manifestação acabou sendo o hit sertanejo "Beber, cair e levantar."
Sobraram pessoas vomitando. Faltaram cartazes e o tão divulgado tom político. Talvez esteja mais do que na hora de começar a repensar as próximas Paradas e o Mês do Orgulho do ano que vem.
De repente, se a Parada for feita em 28 de junho, data oficial do orgulho gay, ou num dia de semana, sem aproveitar um grande feriadão, a história pode ser outra.