» Atualizado às 06:40
Pancadas
Dólar Par R$ 1,90
Dólar Tur R$ 1,82
Dólar Com R$ 1,87
Euro R$ 2,60
A ofensiva de setores reacionários da sociedade contra a luta feminista ganhou uma nova campanha, lançada pela igreja católica esta semana. O tema da campanha é "Fraternidade e Defesa da Vida" e condena abertamente o direito ao aborto seguro e legal.
No entanto, a campanha não conseguiu calar vozes católicas que lutam para garantir a autonomia das pessoas de decidir sobre seus corpos e vidas: as "Católicas pelo direito de decidir" se pronunciaram em relação a campanha lançando uma série de indagações sobre as contradições entre o discurso e a prática da igreja ao tratar do tema "defesa da vida".
Como pode a igreja condenar, por exemplo, o uso da camisinha e ignorar milhões de pessoas que morrem no mundo todo vítimas de doenças sexualmente transmissíveis? Pode-se afirmar a defesa da vida e condenar a intolerância que mata, quando se afirma a superioridade cristã em relação às outras crenças?
Em todo o mundo, questionamentos como estes têm desmascarado a situação de violência em relação às mulheres mantida pela igreja católica. Em 2007 tivemos algumas vitórias significativas contra estas violências: a legalização do aborto na Cidade do México e em Portugal. No entanto, diante de ofensivas como esta campanha, precisamos estar atentas e preparadas para continuar lutando.
capa do livro
Recentemente, a jornalista Natália Viana disponibilizou o livro-denúncia "Plantados no chão - Assassinatos políticos no Brasil hoje" (Editora Conrad, 2007) na íntegra para cópia. O livro reporta seis diferentes casos, no espaço rural e urbano, de assassinatos de militantes e pessoas ligadas a alguma luta social, durante o atual período do Estado democrático de direito. Apesar de descrever relativamente poucos casos, o livro coloca em pauta a violência da qual os diversos movimentos sociais são alvos rotineiramente.
Segundo a autora, a dificuldade inicial foi pela inexistência de definição de assassinato político, necessitando assim criá-lo. E, com a ajuda do filósofo Paulo Arantes, definiu-se como sendo a violência praticada contra aqueles que - inseridos em organizações sociais - lutam por direitos coletivos, como o passe livre, a reforma agrária, direitos trabalhistas, demarcação de território indígena, etc. Dessa forma, esse crime não só atenta contra a vida mas, no limite, contra a própria democracia, por impedir a participação política dos indivíduos.
A motivação de tal publicação foi devido a invisibilidade midiática desses casos, os quais continuam a se repetir e os responsáveis permanecem impunes. "Em plena democracia, os verdadeiros mandantes - os interesses econômicos e políticos contrariados pelas atividades das vítimas - parecem continuar poderosos e intocáveis", escreve Jan Rocha, jornalista e escritora, no prefácio do livro. Assim, essa iniciativa também visa agregar novas denúncias e casos através de um blog, o qual em breve será lançado.
Um homem acusado de ter ameaçado e isultado um homossexual com o termo “viado” foi obrigado pela Comissão Processante Especial da Secretaria de Justiça e Defesa de Cidadania de SP a pagar multa de $14.880,00. O caso aconteceu na cidade de Pontal, São Paulo.
As informações relatadas pelo autor da ação, Justo Favaretto Neto, dão conta de que Juliano Araujo da Silva (vulgo “beiço”) o atacou verbalmente e ameaçou “arrebentá-lo” caso chamasse a polícia. Mesmo assim a vítima acionou a polícia e abriu um boletim de ocorrência.
Favaretto entrou com processo de nº 743/2007 na 1ª Vara Cível da Comarca de Pontal, onde tramita ação inclusive por danos morais. Simultaneamente abriu um processo na Secretaria de Estado da Justiça e da Defesa da Cidadania de São Paulo, utilizando-se da lei 10948/2001.
Em janeiro de 2008, a Comissão Processante Especial da Secretaria, presidida pelo Dr. Felipe Castells Manubens, decidiu por unanimidade considerar procedente a denúncia e condenou o agressor a pagar multa de $14.880,00, equivalente 1.000 UFESPs.
A primeira Conferência Nacional GLBT, anunciada pelo presidente Lula no fim de novembro, mudou de data. O encontro, que estava previamente agendado para maio, foi transferido para os dias 6, 7 e 8 de junho.
O motivo para a mudança, segundo informações da comissão organizadora da conferência, foi o local. Agora, o encontro, convocado por decreto presidencial e que visa discutir políticas públicas para a população abrangida pela sigla GLBT, “será em um centro de convenções, mais moderno”.
A agenda do presidente Lula também teria sido um dos motivos para o adiamento do evento.
A convocação de conferências estaduais, que irão preceder o encontro em Brasília, exigência feita pelo governo federal no decreto, mobilizou apenas alguns governadores. Até o momento, segundo levantamento de Toni Reis, presidente da ABGLT, apenas cinco estados têm conferências marcadas: Alagoas, Pará, Bahia, Piauí e Pernambuco.
Claudemir Martins, coordenador Grupo Sohmos
Sob o tema “Direitos Humanos e Políticas Públicas: O caminho para garantir a cidadania de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais”, acontece nesta sexta, 22/02, a Conferência de Políticas para GLBT do Agreste, em Arapiraca, no auditório da Universidade Estadual de Alagoas, a partir das 9 horas.
Segundo Claudemir Martins, presidente do Grupo Sohmos de Arapiraca, “Estamos trabalhando no sentido de assegurar a ampla participação dos segmentos sociais, entidades, interessados e comprometidos com a causa GLBT, pois a realização das conferências regionais é fator indispensável para escolha dos delegados da I Conferência Estadual GLBT,” concluiu.
Para Teddy Marques, presidente do Grupo Gay de Alagoas e membro da Comissão Organizadora Estadual, “A Conferência regional do Agreste, etapa preparatória para a I Conferência Estadual de Políticas para Gays, Lésbicas, Bissexuais e Transgêneros, terá a participação de 99 delegados com a seguinte composição: 60% de representantes da sociedade civil organizada, totalizando 59 delegados; 40% de delegados indicados pelos órgãos dos Governos Estadual e Municipais, totalizando 40,” finalizou.
Além da conferência do Agreste serão realizadas mais três conferências por agrupamentos de municípios nas microrregiões do sertão, zona da mata e metropolitana. A I Conferência Estadual de Políticas para GLBT acontecerá nos dias 4 e 5 de abril em Maceió.
Jogo duplo do psiquiatra, que ora se comporta como homossexual, ora como bissexual, gera desconfiança do público GLS
Ele é ou não é? Ambigüidade sexual de Marcelo no início do programa deixou a comunidade GLS desconfiada.
Quando Jean Wyllys assumiu ser gay em frente às câmeras do "Big Brother Brasil", uma comoção aconteceu na comunidade GLS brasileira, que votou, torceu e o incentivou. Com Marcelo Arantes, o psiquiatra que saiu do armário nesta oitava edição, a história é um pouco diferente.
Ao abrir para o Brasil sua homossexualidade, o médico mineiro gerou, ao invés de empatia, uma certa desconfiança de homens e mulheres gays. "No início teve toda aquela expectativa para saber quem era o gay da casa. Quando ele finalmente se revelou, a gente simpatizou com ele. Mas depois ele começou a falar que gostava de mulher, isso gerou uma certa antipatia. Que falasse logo de uma vez que era bissexual e não gay", opina Welton Trindade, diretor da ONG Estruturação, sediada em Brasília.
O jornalista André Fischer, que por anos assinou a coluna "GLS" na "Revista da Folha", concorda que o fato de Marcelo ficar "em cima do muro" sobre sua homossexualidade gera polêmica. "O jogo dele lá dentro é meio ambíguo. Tem horas que ele é gay, tem horas que ele é bissexual. Mas isso faz parte da estratégia de jogo dele", conta.
O próprio Jean Wyllys confessa que Marcelo não o convenceu logo de cara. "No início do programa, Marcelo se tornou uma mala ao tentar usar sua homossexualidade para produzir um conflito na casa (...), apelou para a dramaturgia pobre (frases e choros forçados) que o transformou num candidato a vilão desta edição", analisa em seu blog.
REVIRAVOLTA
Após quase dois meses de confinamento, Marcelo parece recuperar seu prestígio junto à comunidade GLS, principalmente após o enfrentamento com Fernando e Rafinha – uma versão light da tropa de choque formada pelo doutor Rogério e companhia na quinta edição.
Jean, que antes criticava a “dramaturgia” do psiquiatra, hoje enxerga as atitudes dele com mais simpatia. “Sem ter precisado forçar a barra, Marcelo agora faz parte de um conflito em que sua orientação sexual (ele é gay) e sua estética (ele é gordo) são usadas pelos seus adversários (Fernando e Rafinha) para desqualificá-lo. E sua postura combativa e de enfrentamento dessa homofobia velada tem sido exemplar. Inteligente e sagaz, mas, ingênuo ao pensar que poderia conduzir a narrativa do programa, Marcelo tem contraposto a força bruta dos adversários com bons argumentos. Agora, sim, ele começou a ter uma relevância política para nós, homossexuais conscientes. Viva o Marcelo!”
MARCELO, LONGE DA UNAMINIDADE
Uma coisa é consenso – vide blogs, orkut e formadores de opinião -, os votos da comunidade gay não vão em massa para Marcelo como acontecia com Jean. "Não está rolando mobilização da comunidade gay para votar a favor dele. O fato dele ser gay é muito menos relevante do que no caso do Jean. Eu votei para ele ficar, mas não pelo fato dele ser gay ou não, mas sim porque ele é o único diferente numa edição em que todo mundo é muito igual", conta André Fischer.
“Nem de longe se compara com o Jean. A comoção gerada pelo Marcelo está muito aquém. Na época do Jean, a gente se revezava no computador da ONG para votar pra ele ficar”, faz coro Welton Trindade, da ONG Estruturação. “Tem até gente votando no Fernando porque ele é o gostosão da casa”, brinca.
Leia no EGO mais notícias sobre os famosos. www.globo.com.br/ego
Uma revolução, se assim quisermos chamar, dentro da Igreja Católica poderá ter início na terra do Papa Ratzinger. É que o novo presidente da Conferência Episcopal Alemã, Robert Zollitsch, declarou ser contrário ao celibato eclesiástico e favorável à regulamentação de uniões entre gays.
Para Zollitsch, a relação entre o sacerdócio e o celibato "não é teologicamente necessária". E continua: "o abandono do celibato configuraria uma mudança que não viria seguida por todos da Igreja; por isso a necessidade de um Conselho para decidi-lo".
Sobre as uniões entre gays, apesar de se posicionar pessoalmente contra, Zollitsch opina de forma branda e com certa conivência: "se existem pessoas com esta pré-disposição, o Estado deve adotar as oportunas regulamentações", declarou.
Fonte: mixbrasil.com.br
Segundo informações da coluna Zapping, após declarar-se "cansado de aprontar", o ator Alexandre Frota afirmou que pretende abandonar a farra e a vida mundana para cuidar mais da sua espiritualidade.
Recentemente, o ator passou a freqüentar a Igreja Evangélica Bola de Neve, localizada no bairro paulistano de Perdizes e conhecida por congregar jovens surfistas em busca da palavra de Deus.
Caso passe a freqüentar os cultos com certa assiduidade, o ator ex-protagonista de filmes pornô terá a companhia de outra celebridade: Monique Evans.
Destemendo repressões por parte do governo, cada vez mais cidadãos cubanos estão reinvindicando publicamente seus direitos e desafiando as políticas de Fidel de forma mais abrangente. Com exigências que vão desde acesso irrestrito à Internet a cirurgia de mudança de sexo, passando pela aprovação do casamento gay, cubanos começam a mostrar o que realmente esperam de seus legisladores.
Durante esta semana, influêntes figuras locais deram demosntrações de incentivo à população para que continuem com a luta pelas mudanças que desejam: Abel Pietro, Ministro da Cultura, declarou-se favorável ao casamento gay e o cantor pop Silvio Rodriguez disse acreditar que cubanos devem ser livres.
Desafios declarados ao governo são raros em Cuba, porém desde que passou a exercer a presidência do país no lugar de seu irmão, Fidel, Rui Castro tem convocado cidadãos cubanos a ajudarem na construção de uma economia mais forte. E a população tem respondido prontamente.
Fonte: mixbrasil.com.br
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro espanhol José Luis Rodríguez Zapatero, conhecido político pró-gay, estão entre os governantes apontados pela revista Zero, uma das maiores publicações gays da Espanha, como defensores da causa GLS.
A matéria afirma que “um país como o Brasil, onde a cada ano uma centena de homossexuais morre assassinada, demonstra que é possível deixar a homofobia no passado quando seus governantes se aliam pela igualdade”.
Na América Latina, também fazem parte da seleta lista a presidente chilena Michelle Bachelet e Cristina Kirchner, mandatária argentina.
Para a publicação espanhola, o presidente Lula, através do programa Brasil sem Homofobia, tem apresentado políticas públicas consistentes no sentido de erradicar a discriminação.
“O presidente Luiz Inácio Lula da Silva convocou pessoalmente a Primeira Conferência Nacional GLBT para maio próximo. O governo Lula, além disso, está impulsionando o programa ‘Brasil sem Homofobia’ que pretende promover o respeito a todas as orientações sexuais", ressaltou a matéria.