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CIRILO JUNIOR
Da Folha Online, no Rio
Os 5.435 municípios investigados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) têm 17 mil casais de pessoas do mesmo sexo vivendo sob o mesmo teto. Esse número corresponde a 0,02% dos homens e 0,01% das mulheres nas cidades pesquisadas. Foi a primeira vez que um levantamento deste tipo foi feito pelo IBGE.
Essas cidades têm 60% da população brasileira. Não foram pesquisados os 129 municípios mais populosos do Brasil.
O presidente do órgão, Eduardo Pereira Nunes, admitiu que o número não representa fielmente o quadro real brasileiro, já que a maior parte dos casais homossexuais que vivem juntos está concentrado em regiões mais populosas.
"Se fizéssemos o mesmo no Rio de Janeiro, São Paulo e outros estados da região Sudeste, o número seria maior do que estamos divulgando", afirmou
Nunes ressaltou que em algumas regiões, como a Norte, a população foi avaliada em quase todos os municípios, inclusive nas capitais. Isso faz com que a pesquisa nessa região seja o retrato fiel local, "quase um censo", frisou o presidente do IBGE.
Queda
A pesquisa divulgada nesta sexta-feira indica também que a média de moradores por domicílio caiu nos 5.435 municípios avaliados. São 3,53 moradores a cada domicílio e a causa principal é a redução da taxa de fecundidade.
Em 250 cidades, a média de moradores ficou abaixo de três. Em 2000, eram 77 municípios com esse perfil. Foram verificados ainda 191 municípios com mais de quatro moradores por domicílio, acima das 250 cidades constatadas em 2000.
Eduardo Pereira Nunes destacou que o número de domicílios aumentou, mas percebe-se um número menor de moradores.
"Hoje temos presença grande de lares com uma única pessoa, ou então famílias em que não há presença do homem ou da mulher. Vários arranjos mostram que a família tradicional pode ser decomposta em outros subgrupos e características de novos grupos mostram que pode haver número menor do que famílias tradicionais", completou.
Eduardo, de cabelo curto, era pastor da Universal. Paullo é filho de um pastor da Assembléia de Deus. Abençoados pelo pastor gay Marcos Gladstone (com a Bíblia na mão, acima, à esq.), casaram-se num bufê do Rio
Eduardo subiu primeiro ao altar. Paullo o alcançou depois de um atraso programado, buquê de flores nas mãos. Cantava “Uma Vez Mais”, tema da abertura da novela Alma Gêmea, da TV Globo. “Quando eu te vi, o sonho aconteceu”, entoou, lágrimas nos o-lhos. Eduardo Silva, de 27 anos, é ex-pastor da Igreja Universal do Reino de Deus. Paullo Oliveira, de 31, é filho de um famoso pastor da Assembléia de Deus. Casaram-se há duas semanas pelas bênçãos da Igreja Contemporânea, uma denominação e-vangélica pentecostal criada há um ano no Rio de Janeiro para abrigar um rebanho sem lugar na maioria das denominações religiosas: os gays.
Quem celebrou a união foi o pastor Marcos Gladstone, fundador da Igreja Contemporânea. Ele também se prepara para casar-se em breve com um ministro do templo. Alguns convidados suspiram. “É inspirador. Espero que chegue logo a minha hora”, diz Leandro Machado, ex-obreiro da Universal que planeja o casamento com o namorado, Vanderson, ex-testemunha-de-jeová. A hora do beijo, a mais esperada, foi comemorada como um gol da Seleção Brasileira – quase uma surpresa, como se nunca fosse acontecer.
“Melhor ser dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro; mas ai do que estiver só; pois, caindo, não haverá outro que o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só, como se aquentará?” Essa passagem do Eclesiastes, na Bíblia, é usada pelo pastor Gladstone como “prova de que não existem diferenças de gênero perante Deus quando duas pessoas se amam”. Foi lida por ele pouco antes da troca de alianças entre Eduardo e Paullo nos dedos de unhas esmaltadas de branco.
No Brasil, os gays evangélicos que desejam um casamento religioso podem escolher entre pelo menos três igrejas: a Igreja Contemporânea, a Igreja da Comunidade Metropolitana (ICM), denominação americana que tem filiais em sete Estados brasileiros, e a Comunidade Cristã Nova Esperança, de São Paulo. O fundador da Contemporânea, Marcos Gladstone, chegou a abrir uma filial da ICM, mas percebeu que no mercado religioso brasileiro havia espaço para uma igreja que acolhesse os gays, mas que não fosse militante. “A ICM é quase um movimento polí-tico em defesa da causa gay. Mas no Brasil os fiéis não gostam de misturar religião e militância”, diz Gladstone. “A Contemporânea não é uma igreja gay, mas que aceita gays. Os homossexuais estavam em busca de um lugar para professar a sua fé.”
Desde que mudou o nome – e as regras – de sua igreja, o número de adeptos saltou de 20 para cem. “Percebi que as pessoas queriam mais rigidez”, diz o fundador. Ele criou, então, regras severas como principal trunfo na disputa pela religiosidade do público homossexual: é proibido consumir álcool e cigarros e não é permitido fazer sexo fora do namoro ou casamento. O dízimo de 10% da renda familiar é obrigatório.
Na ICM, a principal “concorrente”, o fiel segue suas próprias regras morais. “Eu jamais direi o que o fiel deve ou não fazer. Os valores de cada um é que vão dirigir suas atitudes. Se fosse importante para Jesus definir regras de conduta sexual, ele teria dito isso”, diz o pastor Gelson Piber, do templo da ICM em Niterói, no Estado do Rio de Janeiro. O templo existe há dois anos, conta com 40 fiéis e tem 12 casa-mentos gays no currículo. “Acho que os gays querem se casar mais que os héteros.”
Em algumas pentecostais, a homossexualidade é uma manifestação do demônio. Na Igreja Contemporânea também há sessões de exorcismo, mas os belzebus supostamente arrancados dos fiéis não são responsabilizados pela opção sexual do fiel. Eduardo, um dos noivos, comandava um templo da Igreja Universal em Barra Mansa, no Rio. “Fiquei lá até um fiel me procurar confessando que era gay e precisava ser curado”, afirma. “Disse que era impossível, porque eu também sentia as mesmas coisas que ele.” Depois do episódio, ele abandonou o templo. Ao voltar para o Rio, foi expulso. Hoje, trabalha como garçom.
Paullo é professor universitário de Português. Sofreu muito com o preconceito do pai, que foi um dos mais conhecidos pastores da Assembléia de Deus de Madureira, no Rio. “Quando contei aos meus pais, disseram que era coisa do diabo querendo tomar conta da minha vida”, diz Paullo. “Cheguei a ficar noivo de uma mulher por um ano para manter as aparências.”
No Brasil, Eduardo e Paullo só serão casados em sua fé. A lei brasileira ainda não permite o casamento no Civil. O Projeto de Lei no 1.151, de 1995, da então deputada federal Marta Suplicy, contempla o casamento entre pessoas do mesmo sexo, mas está há mais de dez anos tramitando no Congresso sem previsão de votação. Desde 2001, casais brasileiros têm conquistado na Justiça o reconhecimento da relação como “união estável” – figura jurídica que garante direitos como pensão e bens adquiridos em conjunto. No mundo, países como Dinamarca, Holanda e Canadá já aprovaram a união civil entre gays. Na América Latina, capitais como Buenos Aires e Cidade do México criaram leis que permitem a união civil de homossexuais.
Na terça-feira 18, os gays marcaram um ponto histórico no Cone Sul. O Uruguai tornou-se o primeiro país da América Latina a reconhecer legalmente a união civil de pessoas do mesmo sexo. Aprovada pelo Senado por unanimidade, a lei precisa agora ser sancionada pelo presidente Tabaré Vázquez.
Eduardo e Paullo planejam tentar o reconhecimento civil mais tarde. Eles se conheceram no Orkut, há um ano, e procuraram a Igreja Contemporânea pela vontade de se casar. O pastor afirma só ter aceitado realizar a cerimônia depois de “ter certeza da convicção dos dois”. Os pais dos noivos não viveram o suficiente para testemunhar o casamento. As mães preferiram não dar o ar da graça para não criar polêmica em suas próprias igrejas. Perderam a cena dos filhos chorando tanto ao pronunciar os votos de amor eterno que Eduardo foi obrigado a tirar as lentes azuis compradas para a ocasião. Casou-se de olhos castanhos.
Revista Época
O Uruguai se tornou o primeiro país latino-americano a legalizar a união de casais homossexuais depois que o Congresso nacional aprovou a chamada lei da "união concubinária" na noite desta terça-feira.
Segundo o jornal uruguaio El Pais, a lei foi aprovada por unanimidade pelos senadores e agora deve ser ratificada pelo presidente Tabaré Vasquez para entrar em vigor.
A nova legislação uruguaia, segundo o El Pais, considera como união concubinária "a situação em que duas pessoas, qualquer que seja o sexo, identidade ou orientação sexual mantêm uma relação afetiva por mais de cinco anos de índole sexual, de caráter estável e sem estar unidas pelo matrimônio".
Com a nova lei, casais homo ou heterossexuais que vivem em concubinato terão direitos e deveres reconhecidos pela Justiça, como divisão de bens, direito de herança, pensões em casos de falecimento e outras vantagens do sistema de segurança social do país.
Cidades latino-americanas como Buenos Aires e a Cidade do México já contam com leis municipais que garantem a união civil de homossexuais, mas a iniciativa uruguaia é a primeira de âmbito nacional.
A nova lei regulamenta, além da união civil propriamente dita, a adoção de crianças, acesso à inseminação artificial e o uso do sobrenome do parceiro.
Segundo estatísticas oficiais do governo da Hungria, há no país mais de 300 mil casais gays, o que representa 12% do total das famílias.
Agora, casais gays terão direito a divisão nos bens, seguro social, pensão, herança e decisões sobre a saúde do companheiro.
O Prêmio Renildo José dos Santos de Direitos Humanos instituído em março de 2001 pelo Grupo Gay de Alagoas em parceira com o Fórum Permanente Contra a Violência e a Articulação de Jovens de Alagoas, terá sua sétima edição na próxima quarta-feira, dia 19 de dezembro, a partir das 9 horas, no plenário da Câmara Municipal, abrindo a Semana Estadual dos Direitos Humanos. Criado com a finalidade de instituir memorial ao ex-vereador Renildo José dos Santos, barbaramente esquartejado e assassinado em 1993 no município de Coqueiro Seco (AL), crime que teve repercussão internacional e forte apelo por justiça junto à comunidade local.
Dom Antonio Muniz
Já foram agraciados com este prêmio o embaixador do Brasil na ONU, Dr. Luiz Felipe Seixas Correa, o ministro dos direitos Humanos Nilmário Miranda, a museóloga Carmém Lúcia Dantas, a novelista Glória Perez, o jornalista Ricardo Mota, dentre outras importantes personalidades locais e nacionais que tem se destacado na promoção e defesa dos direitos humanos.
Maninha Xucurú Cariri homenagem póstuma
Nesta edição serão homenageadas cinco personalidades e uma instituição, na categoria comunicação e cidadania, o escolhido foi o jornalista BARTOLOMEU DRESCH; na categoria defesa da Paz, o Arcebispo de Maceió, DOM ANTONIO MUNIZ; na categoria Direitos Humanos e Institucionalidade, o Procurador Geral de Justiça COARACY FONSECA; na categoria defesa dos direitos econômicos, sociais e culturais, a CENTRAL ÚNICA DOS TRABALHADORES – CUT; e na categoria defesa da identidade cultural, a líder dos povos indígenas de Alagoas, in memorian MANINHA XUCURÚ CARIRI.
Dr. Coaracy Fonseca destacada atuação junto a sociedade civil
Para o presidente do Grupo Gay de Alagoas, Teddy Marques, “o prêmio é uma simbólica homenagem às pessoas que têm contribuído significativamente para instaurar a cidadania no Brasil, comprometendo-se com ideais humanitários de Justiça e Igualdade de direitos e oportunidades para todos”, revelou.
Dirigentes da CUT em atuação
O evento que acontece há sete anos, contará com uma mesa de debates sob o tema “DIREITOS HUMANOS EM TEMPO DE VIOLÊNCIA”, tendo como expositores o Coronel PM Adilson Bispo, o procurador de Estado Tutmés Airan, ex-secretário de Justiça e Cidadania de Alagoas e Procurador da República aposentado, Dr. Delson Lira.
Segundo Jasiel Pontes, presidente da Articulação de Jovens de Alagoas, “este evento realizado junto com outros três parceiros, integra a programação de atividades alusivas a Semana de Direitos Humanos. Estamos muito orgulhosos de está cumprindo bem nosso papel social na defesa e promoção dos direitos humanos em Alagoas. Com o prêmio queremos compartilhar os méritos e êxitos com pessoas comprometidas com os ideais de justiça e igualdade social que estiveram conosco nesta jornada de lutas”, finaliza.
O personagem de Stênio Garcia na novela global Duas Caras teria encontros secretos com outros homens, de acordo com a sinopse original da trama.
As alterações do rumo do personagem de Stênio, o advogado racista Barreto, teriam sido ocasionadas pela empatia junto ao público de suas cenas com Marília Pêra, que interpreta sua mulher na novela, segundo nota da coluna Zapping do jornal Agora.
Em Duas Caras há um personagem homossexual assumido que está entre os preferidos do público e que faz bastante sucesso também entre a cena gay, o cozinheiro Bernandinho (Thiago Mendonça). Um personagem gay sexualizado, diferente dos recentes casais que apareceram no horário nobre global, e que já protagonizou cenas realistas sobre o universo homossexual, tanto no linguajar quanto em relação aos temas abordados como preconceito, orgulho e tolerância.
Reprodução/Internet
Ferruccio mostra as marcas no dia seguinte à agressão
Um menor de 15 anos se apresentou na última segunda-feira (10) na 76ª DP, em Niterói, e confessou ter participado da agressão contra o estudante Ferruccio Silvestro, de 19 anos, no último dia 30, espancado ao deixar uma boate na cidade.
Outro suspeito de ter participado da ação também se apresentou, mas alegou ter um álibi e negou estar envolvido no crime. Duas testemunhas reconheceram os dois, que foram liberados em seguida pela polícia.
Em depoimento, o rapaz teria contado que pensou ter sido assediado por Ferruccio, homossexual assumido.
“Não havia determinação judicial para mantê-los presos. Mas o inquérito deve ser encerrado ainda esta semana e os culpados serão indiciados por lesão corporal”, explicou o delegado responsável pelo caso Paulo Roberto Silva.
Segundo ele, o depoimento do menor ajudou muito nas investigações. “Ele veio com o pai, que é uma pessoa sensata e pediu desculpas públicas à família de Ferruccio”, disse Silva.
De acordo com o advogado de Ferruccio, Valério Aguiar, duas testemunhas, jovens que também teriam sido assediado pelo grupo na mesma praça em que Ferruccio fora espancado, reconheceu tanto o menor quanto o outro suspeito.
“Mas o outro ainda não foi identificado oficialmente porque não houve acareação. Ele apresentou um álibi”, contou o advogado, que completou: “Ferrúccio se expôs para ajudar na luta contra qualquer tipo de intolerância e preconceito”.
Em decreto publicado nesta quarta-feira, 28/11, no Diário Oficial da União, assinado pelo presidente Lula e pela Ministra Dilma, o Governo Federal convoca a I Conferência Nacional de Gays, Lésbicas, Bissexuais, Travestis e Transexuais. Presidida pelo Secretário de Direitos Humanos, a Conferência desenvolverá a temática "Direitos Humanos e Políticas Públicas: o caminho para garantir a cidadania de gays, lésbicas, bissexuais, travestis e transexuais", e acontecerá entre 8 e 11 de maio de 2008.
A Conferência Nacional, que acontece em Brasília, será precedida por Conferências Estaduais. Participam delegados do poder público (executivo, legislativo, judiciário), na proporção de 40% e da sociedade civil, na proporção de 60%. Nos próximos dias, portaria da Secretaria Especial de Direitos Humanos formalizará uma Comissão Organizadora Nacional, composta por representantantes dos ministérios e do movimento GLBT organizado. Haverá um texto-base, apresentado por esta Comissão, para orientar os debates. As Conferências Estaduais acontecerão entre fevereiro e abril.
Segundo Julian Rodrigues, membro da Comissão Organizadora Nacional, não se tem notícia de um processo similar em nenhum outro país do mundo e a I Conferência GLBT será acompanhada com interesse pelo movimento latino-americano e internacional. "Há países com legislação e políticas mais avançadas, mas será a primeira vez que um governo federal convoca uma ampla Conferência, com participação majoritária do movimento organizado, para definir um plano nacional de políticas públicas para cerca de 10% da população, historicamente relegados ao preconceito e à discriminação", afirma Rodrigues
Com uma proposta inédita, a erotização do uso da camisinha, o Grupo Gay de Alagoas, lança mais uma campanha de prevenção à Aids dirigida especialmente a gays, lésbicas, bissexuais e transgêneros. “Sexo Seguro, passe essa idéia adiante”, como é chamada a campanha, faz parte da estratégia de prevenção às DST/Aids junto à população GLBT, que acontece a partir de dezembro.
Segundo Marques, o desafio é mostrar que a camisinha deve ser vista como “objeto de desejo e não como barreira”. “Em vinte anos de epidemia, o imaginário das pessoas tem sido construído a partir da obrigatoriedade do uso da camisinha como ‘preservativo’, ou seja, como prerrogativa para se evitar a morte, em última análise, o que vem gerando medo e repulsa pela camisinha de forma consciente ou mesmo inconsciente. O que a gente propõe agora é o contrário disso tudo, ou seja: propomos a idéia de possibilidade de prazer total, pois com a camisinha as práticas sexuais podem ser mais limpas, coloridas, divertidas e livres da ‘neura’ das doenças, ou seja: liberdade e saúde total”, explica.
Teddy Marques espera que a campanha “contribua para a prevenção das DST/Aids junto a população GLBT, estimulando a inversão do imaginário popular negativo a respeito da caminha. O grande sucesso das campanhas brasileiras de prevenção às DST-Aids está nas ações que se estendem por todo o ano, por isso, teremos oficinas de seguro sexo nos bairros de Maceió e nas cidades pólos, além da distribuição de preservativos, gel lubrificante, cartazes e folhetos educativos nas boates, bares e sauna de freqüência predominantemente gay.
Foto: Jasiel Pontes
Claudemir Martins coordenador da II Parada GLBT de Arapiraca
Pelo segundo ano consecutivo as ruas centrais de Arapiraca, recebem neste domingo, 25/11, um dos eventos mais coloridos da cidade, a Parada da Diversidade Sexual, conhecida como Parada Gay. Ao contrário da alegria expressa nas cores do arco-íris espalhada nas roupas e barracas, o tema do movimento gay demonstra que a violência continua sendo o desafio quando o assunto é a homossexualidade.
“Criminalização da Homofobia Já! Esse é o tema da parada deste ano”, diz o presidente do Grupo SOHMOS, Claudemir Martins. “Precisamos criar um marco legal em nosso país, que puna todo e qualquer tipo de crimes homofóbicos. Somos uma parcela significativa da população brasileira, pagamos impostos e somos cidadãos e deveriam ter os mesmos direitos dos demais. Apelamos aos senadores Collor, Renan e João Tenório para que votem favoráveis ao PLC 122/06, que criminaliza a homofobia” .
O artista Shinyder do Arrocha participa da festa em um dos dois trios elétricos que animam a Parada da Diversidade.