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Tomei conhecimento da II Campanha Nacional de Combate ao Câncer de Pênis lançada pela Sociedade Brasileira de Urologia no último dia 27 de Julho. E assim como na primeira campanha, o ex-jogador Zico é novamente o padrinho da iniciativa.
O assunto é sério. E na condição de blogueiro me vejo no dever de fazer minha parte usando o meu espaço para tratar de algo tão pertinente e assim também ajudar na divulgação.
Fiquei surpreso ao saber que o Brasil é o terceiro no ranking da doença, perdendo para a Índia e Uganda. E mais, que o maior índice de casos ocorre nas regiões Norte e Nordeste do Brasil e que anualmente ocorrem cerca de mil amputações de pênis por conta da doença!!
Embora o câncer peniano esteja associado entre outros às doenças sexualmente transmissíveis tipo o HPV, acredita-se que o maior responsável pela manifestação da doença seja a falta de higiene. Fazer uma assepsia ou limpeza correta é o melhor remédio.
E para tornar a abordagem ainda maior, foi criado o gibi educativo Jogue Limpo Com Seu Amigo (www. ), orientando de maneira lúdica eu diria, sobre as causas, sintomas e formas de prevenção.
Abaixo, algumas das principais dúvidas levantadas pela SBU e que reproduzo na íntegra:
- O que é o câncer de pênis?
Um tumor que acomete o órgão sexual masculino. Pode começar como uma ferida que não se cicatriza. É raro em países desenvolvidos, no entanto, no Norte e Nordeste do Brasil há grande incidência.
- Quais são as suas causas?
Suas causas estão relacionadas à irritação crônica da glande (cabeça do pênis) por má higiene, fimose ou doenças sexualmente transmissíveis como o HPV. O esmegma, que é uma secreção das glândulas do pênis, pode ser irritante e pode ajudar no desenvolvimento do câncer. Por isso é importante a limpeza do órgão após relações sexuais.
- O que é fimose?
É a impossibilidade de retrair o prepúcio, ou seja, de puxar para trás a pele que recobre a cabeça do pênis.
- É possível prevenir a doença?
Sim. É um dos poucos cânceres que pode ser evitado. É preciso lavar o pênis diariamente com água e sabão, principalmente após relações sexuais ou masturbação. Ensinar ao menino, desde cedo, como fazer a higiene do pênis (é preciso puxar o prepúcio para trás e limpar a glande). Durante o banho, puxe a pele e verifique se há alguma lesão na região.
- Quais são os sintomas do câncer de pênis?
Ferimentos que não cicatrizam mesmo após tratamento médico; caroços que não desaparecem mesmo após tratamento e que apresentam secreções e mau cheiro; vermelhidão ou coceira duradouras na glande (cabeça do pênis); manchas esbranquiçadas ou perda de pigmentação em áreas do pênis; surgimento de tumores no pênis ou na virilha (íngua).
- Como é o tratamento?
É cirúrgico. Dependendo do estadiamento será adotado um procedimento. Quanto mais cedo o diagnóstico, menor a mutilação.
- É possível reconstruir o pênis caso seja necessária a amputação?
Dependendo do caso sim, por meio de enxerto do antebraço e coxa.
- Quem eu devo procurar?
Um urologista.
É isso aí meninos!
Cuidem-se e lembrem-se: depois de usar o playground deixem o balanço limpo!
Dezenas de estudantes promoveram um “beijaço” na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).
O ato realizado com homossexuais e heterossexuais foi em protesto à homofobia por parte de funcionários, conforme informou o site Click PB.
Segundo o organizador do movimento, Alcemir Freire (foto), a UFPB já foi notificada pelo Procurador da República, que irá abrir procedimento administrativo contra uma funcionária do CCSA, por crime de injúria.
Em um caso relatado por um aluno, um casal gay também foi repreendido por causa de um beijo nas dependências da universidade.
Foi enterrado na manhã desta sexta-feira o corpo de Andréia Albertini, de 22 anos, travesti que ficou famosa após escândalo envolvendo o jogador de futebol Ronaldo em abril de 2008 no Rio de Janeiro.
Andréia faleceu na manhã de quinta-feira (09), na UTI de um hospital em Mauá. Segundo relato de sua mãe Sônia Maria Ribeiro ao site G1, a filha estava com pneumonia e uma tomografia havia diagnosticado meningite.
O corpo foi velado na madrugada de hoje no cemitério Santa Lídia, em Mauá, na Grande São Paulo. Há dois meses Andréia estava morando em um flat em São Paulo. A dona do flat estranhou o confinamento da travesti, que não saía há dias, e resolveu arrombar a porta. Andréia foi encontrada no sofá, sem forças para se levantar ou comer.
A mãe levou então a filha para casa e posteriormente para o hospital, depois de Andréia ter uma convulsão e perder a consciência. Sônia percebeu também que a filha estava deprimida. "Quando falava ou tossia, eu percebia que ela estava com o pulmão cheio e mal conseguia respirar", detalhou a dona de casa ao G1. Segundo ela, o médico que atendeu Andréia teria afirmado que se ela sobrevivesse, "iria ser um vegetal".
No velório, a mãe afirmou que Andréia ficaria contente com a repercussão de sua morte. "Ela ia dizer: 'O pessoal lembrou de mim'. Para Sônia o "Difícil vai ser agora que ela não vai mais tocar a campainha e dizer: 'Mãe, cheguei!'".
Por Camila Souza Ramos / Agência Inclusive
A procuradora-geral da República, Deborah Duprat, entrou na semana passada com uma arguição no Supremo Tribunal Federal (STF) para que o Estado brasileiro reconheça a união homossexual com os mesmos direitos e deveres de qualquer união heterossexual. Dessa forma, o casal homossexual pode adotar filhos e receber pensão do companheiro em caso de falecimento, o que muitas vezes lhes é negado. Apesar do princípio da igualdade estar assegurado na Constituição, a procuradora entende que é necessário um reconhecimento específico aos homossexuais.
A luta pelo reconhecimento da união homossexual começou em 1995, quando a então deputada federal Marta Suplicy enviou projeto de lei ao Congresso que regulamentava a união de pessoas do mesmo sexo. O projeto sofreu críticas por parte da bancada conservadora do Congresso, alegando que a união não era constitucional.
A arguição de descumprimento de preceito fundamental (ADPF) foi proposta com base em representação do Grupo de Trabalho de Direitos Sexuais e Reprodutivos da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão. No estado do Rio de Janeiro já há uma ação semelhante, mas a Advocacia Geral da União (AGU) decidiu ampliar o recurso para o restante do país.
”Seria possível citar as decisões judiciais de diversos tribunais, que se negam a reconhecer como entidades familiares as referidas uniões, e os atos das administrações públicas que não concedem benefícios previdenciários estatutários aos companheiros dos seus servidores falecidos”, exemplificou Deborah.
Alexandre Santos, presidente da Associação da Parada do Orgulho GLBT de São Paulo, apoia a postura da procuradora. “Se você tem um casamento com uma pessoa do mesmo sexo, para algumas pessoas isso não existe. A partir do momento em que isso é legalizado, as pessoas começam a respeitar mais essa relação”, afirma.
Ele acredita que, apesar da discriminação ter diminuído inclusive em algumas instituições, como na área da saúde, o amparo legal aos homossexuais afirma o reconhecimento de sua existência e de seus direitos.
Confira a íntegra da entrevista abaixo.
Fórum – Qual a importância do reconhecimento da união homossexual, já que, em tese, a Constituição garante o princípio de igualdade?
Alexandre Santos – A união não é uma garantia que a Constituição consegue abranger. Não tem direitos garantidos aos casais LGBT, nem, por exemplo, quanto à escolha do nome, quanto à adoção, não consegue atender aos direitos quanto à união afetiva. O princípio da igualdade da Constituição existe, mas quando você fala de casamento, ele não é garantido, porque o casal constrói um patrimônio, e quando um companheiro ou companheira morre, os direitos do outro companheiro não existe. É a primeira luta do movimento, que vem desde 1995 com a proposta da Marta (Suplicy). Acho essa medida importantíssima, com certeza. É um passo de cidadania que está se dando porque é o reconhecimento de que somos cidadãos, de que é nosso direito também. Ela entende que a questão não é porque somos LGBT, mas que somos cidadãos e temos que ter direito. Não se pode colocar as questões de preconceito acima de questões de cidadania, porque sem cidadania não se constroi um país de respeito. E o Brasil é o país da diversidade.
Fórum – Na prática, o que pode mudar esse reconhecimento? A sociedade também vai entender melhor a união homossexual?
Alexandre – Acho que a questão não é a sociedade entender. Quando você tem um direito regulamentado, as pessoas respeitam. Se você tem um casamento com uma pessoa do mesmo sexo, para algumas pessoas isso não existe. A partir do momento em que isso é legalizado, começam a respeitar mais essa relação. O reconhecimento legal de que existem esses casais é deixar de ser hipócrita, porque existem há muito tempo. Não dá para falar que não existe casamento homossexual, tem muitas famílias constituídas, o INSS já aceita o sujeito homossexual que tem uma declaração de união para pagar pensão. Mas existem empresas que não estão nem aí. A partir desse reconhecimento, a questão do nome pode avançar, a segurança também.
Fórum – Você acha que essa discriminação, na sociedade e nas instituições, ela tem se tornado menos forte, ou mais camuflada?
Alexandre – Sob um certo ponto de vista, a questão do preconceito é uma questão individual. O número de famílias que você encontra na parada LGBT é muito grande. Acho que a questão não é de aceitação, é respeito ao outro. Tolerar e aceitar são palavras que eu não gosto. Prefiro que me respeitem do que me aceitem. Existem grupos de indivíduos que não aceitam, por isso temos que mostrar que estamos aqui. Mas o preconceito tem diminuído, dá para perceber que não é a sociedade, são alguns indivíduos.
Fórum – Nas instituições, como órgãos públicos, na Justiça, existe uma diferença no tratamento?
Alexandre – No campo da saúde, o atendimento na rede pública melhorou muito, principalmente com pessoas travestidas ou transexuais. No Judiciário, prevalece é a questão machista, não é nem uma questão de preconceito com o LGBT. Quando você tem uma desembargadora, uma procuradora, mulheres tomando essas atitudes, como a desembargadora Maria Berenice Dias, que entendeu e defendeu a causa lá no Rio Grande do Sul (ela aprovou vários reconhecimentos de direitos de casais homossexuais), isso vai mudando a cara do Judiciário. Acredito que vai mudar muito mais.
Fórum – A legislação ainda é falha na garantia dos direitos e dos respeito aos homossexuais? Como está o projeto de lei que pune homofobia?
Alexandre – Essa é uma causa pela qual a gente está batalhando, já está no Senado, mas está complicado de ser votado. Na Constituição, existe o Estado laico, mas isso não impede que os senadores usem a questão religiosa para não aprovar uma lei. Alguns senadores usam a Casa como se fosse uma Igreja para dizer que não podem aprovar uma lei que criminaliza a homofobia. Há pessoas morrendo, apanhando, sendo espancadas, e parece que é normal para essas pessoas, porque, pela religião delas, acredita-se que a homossexualidade é uma aberração, é imoral, é doença.
Se você fizer uma pesquisa, vai ver um número muito grande de pessoas que morreram apenas porque são transexuais. A gente está batalhando por essa lei desde 2006. Quanto à união, a primeira vez que alguém propôs o reconhecimento legal foi em 1995. E precisamos de uma lei porque nosso país é assim, as pessoas só respeitam quando existe uma lei, infelizmente. Acho que a gente poderia viver numa sociedade tranquila se tivesse respeito. O movimento LGBT da Bahia divulgou uma pesquisa que o professor Luis Borges fez e que aponta que a cada dois ou três dias, uma pessoa é assassinada no Brasil simplesmente pelo fato de ser LGBT. Fora o que acontece diariamente, as piadinhas. Tem gente que tem a cara-de-pau de entrar num restaurante e mandar que uma lésbica saia, porque não existe uma lei.
Fórum – Contra que grupo LBGT o preconceito se manifesta mais, mesmo nas instituições?
Alexandre – O segmento LGBT que mais sofre preconceito é das travestis e transexuais, com certeza. Imagine um gay ali, na dele, imagine que uma menina olha para um cara lindo e descobre que ele é gay, ou no caso de uma mulher maravilhosa, toda feminina. Essas pessoas só vão ser entendidas como lésbicas e gays se elas assumirem, e não sofrem tanto preconceito contra aquela mulher mais masculinizada ou aquele gay mais afeminado. Já o travesti e o transexual não têm como se esconder. Imagina uma mulher, com 1,75m, com um cabelão, toda transicionada, entra numa escola, e a escola coloca o nome dela que está no RG, porque o Judiciário ainda não muda o nomeA questão do uso do nome social dentro das escolas, como o qual ela se identifica, ainda é uma questão complicada. Tem escolas que falam “não, o nome dele é o que está no RG”.
A questão do uso de banheiro também é complicada, porque coloca em risco a pessoa. Não é só o desejo de usar o banheiro masculino por um homem transexual ou uma mulher transexual querer usar o banheiro feminino. É a questão da segurança. Se você entrar num banheiro de uma escola, geralmente esse banheiro não é perto da diretoria, e alguém pode entrar no banheiro e bater, xingar. A lésbica também enfrenta o medo de ser mal-tratada no banheiro feminino. Ela não vai querer usar o banheiro masculino, porque ela é uma mulher, mas o estereótipo dela a faz sofrer discriminação porque está dentro de um banheiro feminino.
O Grupo Gay de Alagoas e a Associação das Travestis e Transexuais de Alagoas (TRANSFEMEA), protocolaram nesta terça-feira, 23/06, na secretaria do Conselho Estadual de Educação, oficio solicitando a presidente do colegiado professora Maria Gorete Amorim celeridade na apreciação do processo de número 096/09, que tramita naquele órgão deste 29 de janeiro deste ano.
O processo em questão trata da inclusão do nome social das travestis e transexuais nos registros escolares de todo Estado de Alagoas. A medida já foi adotada pelo Conselho de Educação do Estado do Pará, através da portaria 016/09.
Para Renata Junor, presidenta da TRANSFEMEA, “A mudança que propomos ao Conselho Estadual de Educação, certamente terá reflexo positivo na política de inclusão social do Governo de Alagoas, promovendo assim a diminuição da evasão escolar, tão crescendo e comum entre as cidadãs travestis e transexuais,” destacou.
Conhecido padre de Columbus, no Estado norte-americano de Ohio, Anthony revelou em nota publicada nesta semana que de noite é a drag queen cantora Big Mama Capretta. Na nota, o religioso diz que “temos que amar e viver bem neste mundo, e eu estou desfrutando minha vida sendo quem eu sou e quem Deus quis que eu seja. Agora, todos dançando!”.
O hit de Big Mama, “Big Mama’s House”, alcançou a 25ª posição da Billboard Club Play da Europa. Além disso, Mama participou de uma audição para a próxima temporada do programa “America’s Got Talent”, e deve dar muito o que falar ainda. Ele ainda não se desligou da instuição religiosa.
Fonte: Mixbrasil
“A proposta de enlaçar com a proteção da cidadania e envolver com o manto da juridicidade quem só quer ter o direito de ser feliz, pois a ninguém é outorgado o direito de indicar um único caminho de busca da felicidade.” Maria Berenice Dias Desembargadora do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul- Vice-Presidente Nacional do Instituto Brasileiro de Direito de Família – IBDFAM
Com esta citação Marcelo Nascimento, militante dos movimentos pelo respeito aos direitos humanos, contra a violência e líder do GGAL, Grupo Gay de Alagoas, encerrou uma mesa temática concorridíssima sobre HOMOFOBIA*, no XII Congresso Estadual dos Trabalhadores de Educação de Alagoas, juntamente com a professora da rede pública estadual e mestranda Maria Alcina Ramos de Freitas (Cininha ), que discutiu A FUNÇÃO DA ESCOLA NA CONSTRUÇÃO DE IDENTIDADES, DE PAPÉIS SEXUAIS E NO COMBATE DA INTOLERÂNCIA E DISCRIMINAÇÃO.
Com muita satisfação fiz a coordenação desta mesa e pude constatar o quanto temas dessa natureza nos inquietam, nos desafiam. Saber lidar com práticas preconceituosas e discriminatórias, especialmente no espaço da escola, é uma das habilidades necessárias ao educador/a, esteja ele ocupando o papel de diretor/a, coordenador/a pedagógico/a, professor/a, merendeira/o, apoio administrativo ou serviços diversos.
Infelizmente, cenas de banalização da violência contra pessoas com ORIENTAÇÃO SEXUAL (atenção! não é escolha) diferente, tem sido noticiado diariamente. Com o agravante de que, crimes assim, revelam requintes de crueldade, atrocidades inomináveis, deixando claro o ódio de quem pratica atos assim. A homofobia na escola começa com a piada no corredor e descamba para o bullying **cotidiano, até a selvageria do espancamento, da morte com requintes de perversidade.
Com muita satisfação coordenei o debate, com mais depoimentos emocionados e contribuições as falas dos palestrantes do que mesmo de questões polemicas, embora sempre apareçam e nos dão motivo para reflexões, para que revisitemos alguns (pré) conceitos, algumas posturas institucionais e pessoais: afinal, porque agredir fisicamente ou ofender com palavras alguém apenas por que a orientação sexual é diferente da nossa? Por que a afetividade e/ou o prazer do outro, da outra nos incomoda?
Quero deixar claro também que, como educadora e como pessoa, não estou fazendo APOLOGIA a homossexualidade. Apenas não abro mão do direito de me expressar quando a intolerância nos bate a porta e esfrega em nossos narizes o quanto não estamos cumprindo o nosso papel de defender a dignidade, o direito de cada um e de cada uma ser, em essência, o que se é.
Quantas perseguições? Quantas mortes ainda teremos que contabilizar? Mesmo que as relações afetivas entre pessoas do mesmo sexo sejam a vitrine preferida do apedrejamento, do escárnio e da falta de civilidade de muitos, é papel de cada educador e educadora, em cada espaço educativo que atue, se posicionar contra esse ato de total desrespeito a dignidade e direito da pessoa humana.
Recomendo, para uma leitura informativa e séria os artigos e entrevistas da desembargadora Maria Berenice Dias no seu site http://www.mariaberenice.com.br e coloco a disposição de educadoras educadores interessados no material em PPT trabalhados por Cininha e Marcelo.***
Peço apenas que cada um e cada uma, só por alguns minutos, “vista a pele” de quem, diuturnamente, luta para fazer valer seu direito cidadão e inalienável de ser quem é, de buscar sua felicidade como mais lhe convir e se pergunte o que tem a ver com isso.
“Tu sabes,
conheces melhor do que eu
a velha história.
Na primeira noite eles se aproximam
e roubam uma flor
do nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na Segunda noite, já não se escondem:
pisam as flores,
matam nosso cão,
e não dizemos nada.
Até que um dia,
o mais frágil deles
entra sozinho em nossa casa,
rouba-nos a luz, e,
conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E já não podemos dizer nada.” [No caminho com Maiakóvski- Eduardo Alves da Costa]
* Homofobia - aversão a homossexualidade, ódio aos homossexuais, atitude agressiva as pessoas LGBT...
**O termo BULLYING compreende todas as formas de atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra outro(s), causando dor e angústia, e executadas dentro de uma relação desigual de poder. Portanto, os atos repetidos entre iguais (estudantes) e o desequilíbrio de poder são as características essenciais, que tornam possível a intimidação da vítima. http://www.bullying.com.br
***Conheça também BRASIL SEM HOMOFOBIA, Programa de Combate à Violência e à Discriminação contra LGBT e de Promoção da Cidadania Homossexual, resultado de uma parceria entre o Governo e sociedade civil organizada pela Secretaria Especial de Direitos Humanos que prevê uma série de ações nas áreas da saúde, segurança pública, trabalho, educação e cidadania.
EDNA LOPES, professora da rede estadual de Ensino.
A Pró-Reitoria de Extensão (PROEX) da Universidade Federal de Alagoas está com inscrições abertas para a 16ª turma do Curso de Disseminadores da Cidadania. O curso é realizado em parceria com o Instituto Silvio Vianna, da Controladoria Geral da União, do Ministério Público e da Receita Federal. e estão disponibilizadas 150 vagas de forma inteiramente gratuita. As aulas vão de 13 a 24 de julho, no Espaço Cultural Salomão Barros Lima[Reitoria], Praça Sinimbu, das 19h às 22h.
A meta é promover a afirmação da cidadania, difundindo as leis que regem a administração pública, analisar orçamentos enfatizando os direitos e garantias da população. As aulas, que serão em forma de palestras, pretendem levar o cidadão a conhecer seus direitos e fazer o alunado adentrar nos conhecimentos do orçamento público, para que se possa exigir transparência.
Na pauta de discussão, a força do voto, os Poderes do Estado, o papel do Ministério Público, orçamento público, licitações, ética e cidadania, crimes praticados por administradores públicos, controle institucional, o caminho do dinheiro público e participação popular e controle social.
Entre os professores estão advogados, Procuradores da República, Promotores de Justiça, professores de Instituições de nível superior, médicos, jornalistas, economistas, Auditores da Receita Federal, Procuradores do Estado de Alagoas, etc. Todos são voluntários.
As inscrições serão gratuitas e vão de 22/06 a 08/07/09 através do telefones 3214-1078 e 1134 da Proex/UFAL.
Gildo S. de Souza - Conselheiro do ISV - 8845-4990
Quase um ano após ter seu primeiro filho, o primeiro "homem grávido" do mundo deu à luz outra criança. Thomas Beatie, um homem casado que nasceu mulher, teve sua segunda menina, em um hospital de Bend, no Oregon (Estados Unidos).
Segundo a rede de TV ABC, o parto foi normal e a mulher de Beatie é quem amamentará a criança. O mesmo havia ocorrido com Susan Juliette, a menina que nasceu em 29 de junho do ano passado na primeira gestação do "homem grávido".
Divulgação
Americano Thomas Beatie durante sua primeira gravidez, no começo de 2008
Beatie, 35, nasceu mulher, mas passou por tratamento hormonal antes de ser legalmente declarado um homem. Nos anos 90, quando tinha 24 anos, Beatie fez uma operação para mudar de sexo, mas manteve seus órgãos reprodutivos.
Vivendo junto da mulher, Nancy, 46, Beatie decidiu engravidar depois que sua companheira descobriu que não poderia ter filhos. Ele e Nancy decidiram realizar uma inseminação artificial.
Após a primeira gestação, ele anunciou que deixaria de tomar hormônios masculinos para poder ter outro filho.
O caso só chamou atenção da imprensa depois que ele revelou uma foto, que mostrava seu rosto com barba e a barriga grávida. Apesar da preocupação de parentes, Beatie diz que não tem medo das ameaças sofridas desde que o caso veio à tona.
Fonte: Folha Online
O Bradesco foi condenado pelo TST (Tribunal Superior do Trabalho) a indenizar um ex-funcionário, vítima de homofobia no trabalho, em R$ 1,3 milhão. As informações são da Folha Online.
Antonio Ferreira dos Santos, 47, trabalhou cinco anos como gerente-geral no Bradesco, durante o período de 1999 e 2004. Na época, Antonio foi demitido por justa causa, porém, alegou ter sido vítima de homofobia afirmando que era chamando de "bicha" e de "veado" por seu gerente-regional.
"Ele não pegava na minha mão. Achava que minha homossexualidade passaria pelo suor", disse o ex-gerente à Folha Online.
Com a demissão, Antonio recebeu uma carta que o informava de seu desligamento da empresa por infringir o artigo 482 da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho). Seus advogados, então, recorreram ao TST para que se aplicasse a lei 9.029 (1995), que proíbe a dispensa discriminátoria do trabalho, seja por sexo, raça, cor, estado civil, situação familiar ou idade.
"Ele sofreu esse assédio e arranjaram uma forma de dizer que estava demitido por justa causa, quando na verdade o motivo da demissão era a homofobia", disse o advogado Bruno Galiano, que representa o ex-gerente na ação.
Segundo o tribunal, o Bradesco, em sua defesa, alegou que não houve qualquer tipo de discriminação, e que o motivo pelo qual Antonio havia sido demitido foi o descumprimento de normas da sua política de crédito e a liberação de recursos "de forma incorreta, sem a devida análise, provocando irregularidades operacionais deveras relevantes", com "operações acima da capacidade de pagamento dos tomadores".
Já Antonio afirma que "cumpria com facilidade as metas [da empresa]" e que, seus colegas, ligavam para ele e pediam "parem de ficar produzindo porque não to conseguindo cumprir aqui". "Também chegavam a dizer 'aquele veado cumpre as metas, por que não posso cumprir?'. Até nisso eu sofria. Meu colega ficava contra mim, porque ele os jogava contra mim", disse.
Segundo o advogado de Antonio, a juíza da primeira instância identificou que não havia mais clima para que o ex-gerente fosse reintegrado ao banco. Sendo assim, foi determinando que ele receba os vencimentos em dobro, desde 2004, quando foi demitido, até quando o Bradesco não puder mais recorrer.
Como Antonio recebia R$ 5 mil, o valor de cada salário passaria para R$ 10 mil. "Chega a esse valor alto porque, de 2004 até 2009, dá 60 meses aproximadamente, o que daria R$ 600 mil de vencimentos, mais R$ 200 mil de indenização, que dá R$ 800 mil. Com a correção aproximadamente, nós colocamos R$ 1 milhão e com mais um prazo de dois anos até trânsito e julgado [fim dos recursos] do processo mais R$ 300 mil. Foi o cálculo estimado que fizemos", disse o advogado, que considera difícil, mas não descarta a possibilidade de haver uma reforma no julgado.
Durante o processo indenizatório, Antonio conseguiu encontrar várias testemunhas para comprovar que sofria de homofobia. "Essa causa não é minha. As empresas têm de pensar duas vezes antes de fazer uma desgraça dessa com uma pessoa", declarou.
De acordo com a assessoria de imprensa do Bradesco, o banco irá recorrer da decisão, e não comenta assuntos que ainda estão sob a esfera judicial.