• Quinta, 29 de julho

    » Atualizado às 13:35

  • Situação 32°
    Penedo

    Poucas Nuvens

  • Dólar Par R$ 1,90

    Dólar Tur R$ 1,82

  • Dólar Com R$ 1,87

    Euro R$ 2,60

Versão para impressão Imprimir   RSS para esta editoria

Saúde

29/10/08 08:59
Diminuir letraAumentar letra

Vergonha dificulta tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo

Antes de dormir, você costuma conferir se a porta de casa está realmente trancada? Pois isso indica que você é uma pessoa responsável. Mas tem gente que, em vez de conferir uma ou duas vezes, faz isso dezenas de vezes, tornando-se refém de um ritual que, se não for cumprido à risca, gera grande angústia.

Essas pessoas são vítimas de TOC (transtorno obsessivo-compulsivo), doença mental que mantém o cérebro permanentemente envolvido em uma necessidade que a própria vítima pode considerar absurda, mas da qual ela não consegue se desvencilhar.

Existem dois tipos de sintomas: os obsessivos e os compulsivos. As obsessões são idéias persistentes. A preocupação excessiva com a sujeira é um exemplo. As compulsões são comportamentos repetitivos que podem estar ligados às obsessões.

Uma pessoa que, no plano das idéias, tem obsessão por limpeza, no plano das ações pode estabelecer a necessidade de lavar as mãos mais de cem vezes por dia devido ao receio de ser contaminado por micróbios, por exemplo.

"A pessoa tem consciência de que a repetição não adianta, mas fica angustiada se não cumprir o ritual", diz Marina Arnoni Balieiro, psicóloga do Hospital Edmundo Vasconcelos, da capital.

Alguns rituais, como organizar as roupas conforme a cor de cada peça, podem ser praticados sem que indiquem uma doença. Eles se caracterizam como distúrbio quando a medida é observada como uma necessidade --a vítima imagina que, se não cumprir rigorosamente o ritual, algo de grave vai acontecer a ele ou a uma pessoa próxima, por exemplo.

O diagnóstico é feito por avaliação clínica --não existem exames capazes de detectar a doença.

O transtorno obsessivo-compulsivo não tem cura, mas pode ser controlado. Conforme o caso, pode ser necessário manter por toda a vida o tratamento, feito com medicamentos e terapia.

"Um dos maiores problemas é a vergonha que o paciente sente e que faz com que ele se esconda, deixe de ter vida social", conta a psicóloga.
 

por Folha Online

X fechar

Digite o código abaixo:


Tentar outra imagem

  Comentário (500 caracteres restantes)
O Alagoas em Tempo Real não se responsabiliza pelo conteúdo, opiniões e comentários dos postados pelos usuários. É registrado o IP de todo internauta que envie comentários. O registro é feito para auxiliar nos casos em que se faz necessária a identificação do autor de um comentário. Use o e-mail contato@alemtemporeal.com.br para denúncias.

Publicidade